Retorno sobre o Capital Investido (ROIC): conheça essa métrica financeira

Para verificar a rentabilidade do seu negócio, é muito importante saber o que é Retorno sobre Capital Investido e como funciona essa métrica
 (Getty/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 15/07/2022 às 11:00.

Última atualização em 05/08/2022 às 14:15.

Retorno sobre Capital Investido é uma métrica muito importante para verificar a rentabilidade de um negócio e saber se ele gera frutos.

Sendo assim, saber avaliar o retorno sobre capital investido de uma empresa é muito importante para todo aquele que quer começar a investir.

O que é Retorno sobre Capital Investido?

Retorno sobre Capital Investido, também conhecido como ROIC, é o retorno que uma empresa é capaz de oferecer aos seus acionistas em relação ao capital que foi investido em suas operações. 

De fato: toda empresa tem como objetivo gerar valor para seus stakeholders: acionistas, clientes, gestores e sociedade. 

Sendo assim, para que ela consiga alcançar esse objetivo, ela deve se tornar e gerar rentabilidade com as suas atividades. E para gerar lucro, ela precisa de investimento para iniciar suas operações.

Esse investimento, seja em ativos tangíveis ou intangíveis, serve como base para avaliar se houve retorno sobre determinado capital alocado na empresa. 

Dessa forma, o ROIC é um método muito usado para avaliar a eficácia que uma empresa tem em devolver valor aos seus acionistas frente ao investimento que ela recebeu. 

Portanto, é muito importante saber o que é Retorno sobre Capital Investido e como funciona essa métrica, além de saber calculá-la.

Para que serve o Retorno sobre Capital Investido?

Essa é, de fato, uma métrica muito importante em um projeto, mas não deve ser usada de forma isolada, pois isso pode gerar análises enviesadas e incompletas, prejudicando a tomada de decisão de investimentos. 

A função do ROIC é servir como métrica de desempenho de uma empresa para verificar se ela é eficiente na gestão. 

Assim, é possível comparar os dados com outras empresas do mesmo setor e ver como ela está performando em relação aos seus concorrentes – ou até mesmo comparar com empresas de outros setores, com as devidas proporções.

Além disso, como ocorre a adição de dívida no cálculo dessa métrica financeira, o resultado pode sair mais claro do que quando comparado ao ROE.

Isso porque muitas empresas possuem um ROE distorcido por conta de uma alta alavancagem, o que pode gerar resultados que não refletem a realidade da empresa.

Por fim, com todas essas avaliações, é possível que investidores pessoa física ou até mesmo gestores de fundos de ações possam escolher as empresas mais atrativas para se investir.

Dessa forma, é possível tomar melhores decisões de investimentos, o que faz com que a importância do ROIC seja muito elevada quando se fala em ativos da bolsa de valores.

Como calcular o Retorno sobre o Capital Investido?

Para calcular o Retorno sobre o Capital Investido, é preciso avaliar os dados presentes nas demonstrações financeiras da empresa, como o balanço patrimonial e a DRE.

Assim, para calcular ROIC, basta usar a seguinte fórmula:

ROIC = NOPAT/Capital Investido

O NOPAT consiste no EBIT menos o valor dos dividendos. Essa métrica avalia o valor que pode ser distribuído aos acionistas caso não houvesse dívidas.

Além disso, o capital investido requer o uso do valor contábil da dívida e do capital próprio, pois é preciso achar o retorno sobre o capital investido em ativos que já existem na empresa.

Por exemplo: a empresa X está avaliando a construção de uma nova loja e começa a fazer estimativas desse novo investimento.

Sendo assim, ela acha os seguintes valores: EBIT: R$100 milhões; Dividendos: R$ 20 milhões. Valor investido: R$ 600 milhões. 

Assim, é possível usar os valores na fórmula e achar o valor de retorno de 10% sobre o capital investido. Dependendo do setor e das condições econômicas, os gestores avaliarão se esse é um bom negócio.

Como avaliar o Retorno sobre Capital Investido de uma empresa?

Para analisar ROIC em uma empresa, é preciso entender em qual setor a empresa se encontra e qual a condição macroeconômica o país está passando.

Por exemplo: em uma empresa de varejo, uma margem de 10% ao ano pode ser muito atrativa. Entretanto, para uma empresa de tecnologia, esse resultado já não será tão atraente.

Além disso, se os títulos do tesouro direto estão pagando 8% ao ano para deixar o dinheiro parado, esse investimento de 10% ao ano pode não ser tão atraente.

Entretanto, em um cenário em que o tesouro paga 2% ao ano, esse mesmo projeto pode ser interessante, pois remunera muito mais do que a renda fixa.

Por isso, é importante não generalizar a análise das empresas na hora de tomar uma decisão de alocar capital em uma ação. É preciso ver diversas outras métricas além do ROIC de uma empresa e chegar a uma conclusão mais coerente.

De forma geral, quando se analisa uma empresa na bolsa de valores, é perigoso pensar em somente uma métrica. É preciso avaliar uma série de fatores antes de tomar uma decisão de investimentos.

Portanto, é preciso avaliar mais métricas disponíveis nas demonstrações financeiras, bem como entender mais sobre o negócio da empresa, seu market share e até mesmo avaliar sua gestão estratégica. 

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