O que são fundos híbridos e quais suas vantagens?

Dentre as diversas categorias de fundos imobiliários, é muito comum se deparar com os fundos de tijolo e o FIIs de papel. Mas o que são os fundos híbridos?
 (Getty/Getty Images)
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Por Da RedaçãoPublicado em 25/05/2022 16:06 | Última atualização em 25/05/2022 16:06Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Dentre as diversas categorias de fundos imobiliários, é muito comum se deparar com os fundos de tijolo e o FIIs de papel. A partir disso, um outro tipo de fundo imobiliário acaba gerando uma dúvida comum em muitos investidores, que é justamente o que são fundos híbridos.

Com um mercado em crescimento e as diversas possibilidades que ele oferece, os fundos imobiliários também estão em constante evolução, exigindo a existência de uma variedade de FIIs aos mais diversos perfis de investidor, gerando assim novas categorias que até então não se encaixavam com as mais conhecidas. Mas afinal, o que são fundos híbridos?

O que são fundos híbridos?

Os fundos híbridos, como é proposto pela própria nomenclatura, são os fundos que investem tanto nos ativos que se enquadram na categoria de FIIs de tijolo quanto nos fundos de papel. Desse modo, eles podem investir em imóveis diretamente, e também em CRIs, LCIs e LHs, por exemplo. 

Os fundos imobiliários híbridos apresentam um portfólio mais diversificado, alocando seu patrimônio em diferentes tipos de ativos. A concentração do patrimônio em cada um deles vai depender da tese e da estratégia de investimento que cada gestor propõe, o que dá mais possibilidades do fundo gerar receita em diversos momentos do cenário econômico.

De forma geral, os fundos híbridos trabalham em uma combinação de carteira entre investimento em imóveis de forma direta e papéis do setor imobiliário, presentes principalmente no portfólio dos fundos de recebíveis. Depois de entender o que são fundos híbridos, é importante compreender como eles de fato funcionam na prática.

Como funcionam os FIIs híbridos?

De acordo com o que for mais condizente com a realidade econômica do Brasil naquele período, o gestor de um FII híbrido tem maior liberdade de alterar sua estratégia, otimizando os ganhos em diferentes ocasiões.

Se o cenário é negativo para a compra de imóveis, por exemplo, o que é muito comum em períodos de recessão, a gestão pode focar na compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). 

Essa escolha pode ser incentivada quando a inflação e a taxa de juros básica (Selic) estiverem mais elevados, o que favorece os lucros dos FIIs de papel, quando os ativos são corrigidos por índices como IGP-M, IPCA e CDI.

Com essa maior liberdade que o gestor tem de tomar as decisões de qual estratégia é a melhor para o momento, ou seja, se expor mais a renda fixa ou variável conforme o que for mais conveniente para a situação, é comum que se veja uma maior presença de gestão ativa nos fundos de investimento imobiliário híbridos do que se fosse na passiva.

Quais as vantagens e desvantagens dos fundos híbridos?

Como a gestão tem uma liberdade maior de compreender o atual momento e escolher seus investimentos conforme as conclusões que ele tira desse cenário, o papel do gestor e sua capacidade deve ser observada ainda mais quando comparada a outros tipos de FII. Isso também pode ser uma desvantagem dos fundos híbridos para o investidor, que fica um pouco mais limitado em escolher fundos de acordo com seu portfólio.

No entanto, entender o que são fundos híbridos dá mais uma alternativa ao investidor de colocar seu dinheiro em ativos que se adaptam ao momento do mercado, e isso é um dos diferenciais de um FII desse tipo.

Esse artigo te ajudou a entender melhor o que são fundos híbridos? Confira também 5 tipos de fundos imobiliários para investir no nosso Guia de Investimentos!