Como funciona a poupança? Entenda a aplicação mais tradicional no Brasil

Investimento criado por Dom Pedro II ainda é o mais popular entre a população, mas tem a pior rentabilidade; veja três opções mais rentáveis

Quando você teve o seu primeiro emprego e ganhou seu primeiro salário, onde foi que você guardou parte do dinheiro? (Se é que você guardou e não gastou tudo). É bem possível que a resposta da maioria das pessoas seja a mesma: a poupança. Mas apesar de ser o investimento mais conhecido entre os brasileiros, a poupança está longe de ser uma das melhores escolhas.

Há três principais motivos para a popularidade da poupança. O primeiro é a facilidade, a poupança é simples de entender e de fácil acesso para qualquer brasileiro, até crianças podem ter uma conta desde que com o aval dos responsáveis.

Confira
Renda fixa – bons retornos com segurança

O segundo é a liquidez, você pode tirar o seu dinheiro dela, sem perdas, no momento que você quiser. O terceiro, e talvez o mais definitivo, é a falta de informação. As pessoas investem na poupança porque não conhecem as demais ofertas de investimentos, não sabem que eles podem ser tão acessíveis e simples (às vezes até mais) que a famosa caderneta.

Aliás, as pessoas investem na poupança porque ela é a forma de investimento mais conhecida. Mas será que você sabe realmente como funciona a poupança? O investimento que é do tipo “renda fixa”, tem como ponto positivo o fato de não ter custos de operação e não pagar imposto de renda.

A poupança também funciona com base na data de “aniversário”, que é o dia do mês em que o depósito foi feito. Se você coloca 100 reais na poupança no dia 14 de maio, o rendimento só vai ser acrescentado ao valor no dia 14 de junho. Caso você decida tirar o seu dinheiro no dia 13 de junho, você não consegue resgatar o rendimento.

O investimento também é garantido pelo FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Isso significa que caso o banco quebre, a pessoa recebe de volta até R$ 250 mil investidos. Criada em 1861 por Dom Pedro II, a poupança manteve a mesma regra de rendimento até 2012, que era de 0,5% mais o valor da Taxa Referencial (TR).

Essa conta mudou há oito anos, quando ficou decidido que o rendimento da poupança seria baseado no valor da taxa Selic. Quando a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% mais a TR; mas quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento é de apenas 70% da taxa mais a TR. Para complicar, em um acordo entre instituições financeiras, a Taxa Referencial foi abaixada para zero.

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