Lula: trabalho do mandatário acumula saldo negativo, aprovado por 46% dos eleitores e desaprovado por 50% (Reprodução)
Colaboradora
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 11h04.
A reta final deste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a melhor avaliação para o período dos últimos três governos, incluindo Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, o trabalho do mandatário acumula saldo negativo, aprovado por 46% dos eleitores e desaprovado por 50%, segundo os resultados da pesquisa mensal CNT, divulgada na terça-feira, 15.
Na série histórica de aprovação e desaprovação, Jair Bolsonaro iniciou seu mandato, em 2019, com saldo positivo de 29 pontos percentuais (57% de aprovação e 28% de desaprovação). O cenário se inverteu no segundo semestre daquele ano, iniciando uma sequência de oscilações até meados de 2020, com o início da pandemia de Covid-19.
O pior desempenho de Bolsonaro ocorreu entre julho e dezembro de 2021, quando registrou 62% de desaprovação e 33% de aprovação. No fim do seu mandato, 55% dos brasileiros desaprovavam a gestão, enquanto 41% aprovavam.
Seguindo o mesmo padrão, a melhor aprovação de Lula aconteceu em seus primeiros meses de governo. Em maio de 2023, registrou 57% de aprovação e 35% de desaprovação. O índice negativo ultrapassou o positivo entre o final de 2024 e o início de 2025, voltou a cair apenas em junho de 2026, mas cresceu logo em seguida.
Na questão qualitativa, 34% dos respondentes consideram o trabalho de Lula ótimo ou bom, 25% julgam regular, e 39% avaliam como ruim ou péssimo.
Em comparação com a gestão anterior, de Jair Messias Bolsonaro, Lula se sai melhor que o adversário histórico. Em setembro de 2022, 31% dos eleitores avaliavam o governo Bolsonaro como ótimo ou bom, para 25% era uma administração regular, e 43% julgavam negativa.
Na série histórica do instituto, Lula é o presidente da República com melhor avaliação às vésperas da eleição presidencial desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment no segundo ano do seu segundo mandato.
Na ocasião, a presidenta registrava 38% de avaliação positiva, 39% de regular e 23% de negativa. Eram os piores índices desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e os melhores a partir de então.
Depois de Dilma, Michel Temer, que foi presidente entre 2016 e o final de 2018, possuía apenas 2% de avaliação positiva, 15% de regular e 82% de avaliação negativa, a pior da série histórica.
Apesar da recuperação da imagem do Executivo depois de uma série de mandatos com popularidade decrescente, a percepção sobre a terceira vez de Lula no Palácio do Planalto não se compara com os índices de aprovação dos seus mandatos anteriores, entre os anos de 2003 e 2010.
A pesquisa CNT/MDA entrevistou 2.002 eleitores entre 9 e 13 de setembro de 2026, por meio de coleta presencial, domiciliar e em ponto de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela CNT/SEST SENAT/ITL e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06902/2026.