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Exportação de petróleo iraquiano pelo Estreito de Ormuz cai 90% com bloqueio

Antes da guerra, Iraque exportava 93 milhões de barris por mês; em abril exportou 10 milhões

Iraque: exportações de petróleo iraquiano bruto começaram a cair em março (Stock/Getty Images)

Iraque: exportações de petróleo iraquiano bruto começaram a cair em março (Stock/Getty Images)

Publicado em 16 de maio de 2026 às 14h41.

Última atualização em 16 de maio de 2026 às 14h42.

O Iraque exportou um total de 10 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz em abril, o que representa uma queda de 89,2% em comparação com os meses anteriores à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando exportava 93 milhões de barris por mês.

A informação foi anunciada neste sábado, 16, pelo novo ministro do Petróleo do Iraque, Basim Mohamed, em uma coletiva de imprensa em Bagdá, onde indicou que essa queda é "uma consequência da guerra". Segundo o ministro, 90% das exportações iraquianas dependiam do Estreito de Ormuz antes do bloqueio desta via navegável pelo Irã e, posteriormente, pelos Estados Unidos.

As exportações de petróleo iraquiano bruto começaram a cair em março passado, quando o país exportou 18 milhões de barris pelo estreito, segundo dados do Ministério do Petróleo do país.

“A estratégia do governo se concentra nas empresas estrangeiras presentes no Iraque, para que possam contribuir com o aumento da capacidade de produção, da formação de pessoal técnico, de engenharia e da construção da melhor infraestrutura para o setor petrolífero", disse Basim Mohamed.

O ministro também afirmou que o Iraque possui "todos os elementos necessários para alcançar a liderança no setor energético, dadas as suas vastas reservas de petróleo".

Ele indicou ainda que o governo está empenhado em transformar todas as províncias do país em produtoras de petróleo, visto que o petróleo bruto é a principal fonte de renda do Iraque.

O Iraque é um dos membros fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e o segundo maior produtor de petróleo bruto da organização, depois da Arábia Saudita.

(*) Com informações da EFE

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