O petróleo voltou a subir nesta quinta-feira, 12, após a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã provocar novas tensões no mercado global de energia e reacender o temor de interrupções no fornecimento mundial de combustível.
Durante a madrugada, o Brent, principal referência internacional do petróleo, voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, poucos dias depois de atingir o nível mais alto em quatro anos. A cotação chegou a se aproximar desse patamar novamente antes de recuar levemente, sendo negociada a US$ 98,2, com alta de cerca de 6,8%.
Já o WTI, referência do petróleo nos Estados Unidos, também avançou com força. O barril chegou a US$ 94,8 e depois recuou para US$ 92,9, acumulando ganho de aproximadamente 6,5%.
Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de energia
A escalada ocorre mesmo após 32 países, incluindo os Estados Unidos e outras economias desenvolvidas, anunciarem na quarta-feira, 11, a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas — o maior volume emergencial já colocado no mercado global.
Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a situação no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto de toda a produção diária de petróleo do mundo. Com ataques iranianos a embarcações na região, o tráfego marítimo foi praticamente interrompido.
Diante do risco, a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do planeta, começou a redirecionar parte de suas exportações para portos no Mar Vermelho, evitando a passagem pelo estreito. Outros países do Golfo também relataram ataques a infraestruturas energéticas e reduziram a produção.
Alta recente amplia volatilidade do petróleo
A volatilidade do petróleo aumentou desde o início do conflito, que começou há pouco mais de uma semana. No domingo, o Brent chegou a quase US$ 120 por barril, antes de recuar nos dias seguintes.
Especialistas avaliam que a volta dos preços para perto de US$ 100 indica que a liberação das reservas estratégicas ainda não foi suficiente para acalmar o mercado diante do risco de uma interrupção prolongada no fluxo de petróleo do Oriente Médio.
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