Inteligência Artificial

Um ano de ChatGPT: nova governança e rumo a valuation de US$ 86 bilhões

Em uma postagem no blog da OpenAI, Altman afirma que se concentrará em melhorar produtos e construir um novo conselho, que incluiu a Microsoft como membro

Sam Altman: CEO da OpenAI (Justin Sullivan/Getty Images)

Sam Altman: CEO da OpenAI (Justin Sullivan/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 30 de novembro de 2023 às 07h18.

Última atualização em 30 de novembro de 2023 às 09h42.

O impacto da OpenAI, especialmente com o lançamento do ChatGPT há um ano, em 30 de novembro de 2022, redefiniu o campo da inteligência artificial (IA).

O conceito saiu dos papers acadêmicos e, em poucos meses, se tornou um produto rentável e usado por 100 milhões de pessoas em todo o mundo. No seu aniversário de lançamento, a OpenAI tenta agora dividir o seu passado com um futuro reformulado.

No passado, ficará o caráter experimental do projeto. A empresa quer fundamentar que é uma gigante como outras que atualmente moldam a tecnologia. O futuro, será sobre sua liderança indiscutível do setor.

A crise de semanas atrás, que levaram o CEO Sam Altman a ser demitido e depois retornar ao cargo em um vai e vem dramático, resultou uma restruturação de governança na companhia.

Em uma postagem no blog da OpenAI, Altman, disse que adicionou Microsoft como membro do conselho sem direito a voto com três representantes, enquanto trabalha para acabar com as cisões que alimentaram a sua destituição como executivo-chefe.

Altman, também descreveu suas prioridades para a OpenAI ao retomar as rédeas da inteligência artificial. Para ele, a empresa retomará o trabalho de construção de sistemas e produtos seguros e que beneficiassem, sem cerimônias, seus clientes.

Já a venda de ações para funcionários da OpenAI, planejada antes da demissão do CEO, está mantida, com expectativa de avaliação da empresa em US$ 86 bilhões.

Esta será a primeira avaliação do interesse dos investidores na OpenAI após os conflitos. Grupos de investimento como Thrive Capital de Josh Kushner, Sequoia Capital e Khosla Ventures, que apoiaram o retorno de Altman, buscam proteger seus investimentos na empresa e querem uma aproximação maior com conselho.

Apesar das incertezas, os investidores se mostram confiantes na possibilidade de triplicar a avaliação de US$ 29 bilhões da OpenAI, alcançada quando a Microsoft investiu US$ 10 bilhões na empresa no início deste ano.

Analistas, contudo, indicam que os acontecimentos recentes podem prejudicar a OpenAI, especialmente diante de concorrentes como Google e Amazon, que oferecem, digamos, mais tradição e estabilidade em seus serviços de inteligência artificial

Ainda assim, há paz no reino da OpenAI. A volta de Altman ao cargo de CEO trouxe alívio para os investidores e pode levar a uma estrutura corporativa mais simples e focada no mercado, diferente do objetivo anterior do conselho de criar IA que "beneficie toda a humanidade".

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