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Scott Wu, cofundador e CEO da Cognition, no Semafor World Economy Summit. (Aaron Schwartz/Getty Images)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 15h59.
O Devin, agente de inteligência artificial para programação da startup americana Cognition, deve atingir US$ 1 bilhão em receita anualizada em setembro. A empresa foi avaliada em US$ 48 bilhões após uma rodada de mais de US$ 2 bilhões, enquanto enfrenta concorrentes como Claude Code, da Anthropic, e Codex, da OpenAI, e custos elevados de computação.
Um agente de inteligência artificial (IA) que escreve software sozinho está a caminho de faturar US$ 1 bilhão por ano. O Devin, da startup americana Cognition, deve chegar à marca neste mês em receita anualizada, segundo a Bloomberg, que noticiou o dado na sexta-feira, 25. Seria o dobro do ritmo de vendas de cerca de quatro meses atrás.
A própria empresa havia informado que o indicador chegou a US$ 900 milhões em setembro, ante US$ 492 milhões em maio. A receita anualizada costuma ser calculada multiplicando por 12 o faturamento de um mês, e a Cognition não detalhou o método, segundo o TechCrunch. No dia 8, a startup fechou uma rodada de mais de US$ 2 bilhões que a avaliou em US$ 48 bilhões, quase o dobro dos US$ 26 bilhões de três meses antes. A rodada teve a Andreessen Horowitz e a Accel na liderança, com a Nvidia entre os participantes.
O Devin é um agente que recebe uma tarefa de engenharia de software, executa as etapas em um ambiente isolado e devolve o resultado para revisão. Entre os clientes citados pela empresa estão Nvidia, para projeto de chips, GE Aerospace, Citi, Goldman Sachs e Mercedes-Benz. A Cognition também controla a Windsurf, editor de código que comprou em julho de 2025, depois que a OpenAI desistiu de uma tentativa de aquisição.
O avanço acontece depois de a SpaceX comprar a Cursor por US$ 60 bilhões, negócio que, segundo a Bloomberg, foi concluído em agosto. A mesma reportagem diz que a SpaceX também procurou a Cognition sobre uma possível compra, e que a startup preferiu seguir de forma independente. O CEO, Scott Wu, negou negociações de aquisição em 20 de agosto, segundo o Investing.com. Para o TechCrunch, a rodada mostra que investidores veem espaço para mais de um grande nome em IA para programação.
Os concorrentes vão além dos editores. Claude Code, da Anthropic, e Codex, da OpenAI, também atuam como agentes de programação, e muitas empresas preferem Cursor e Devin a assistentes de uso geral. A Cognition diz construir um "laboratório de agentes independente", que combina modelos de terceiros com sistemas próprios, em vez de prender o cliente a um único fornecedor.
A empresa também enfrentou críticas sobre as alegações iniciais de desempenho do Devin e sobre sua cultura de trabalho, segundo o Channel Insider.
O crescimento tem custo alto. A Cognition aluga um cluster de servidores da Nvidia que custa centenas de milhões de dólares por ano, e a queima de caixa pode chegar a US$ 800 milhões em 2026, segundo o The Information. A Cursor acabou vendida em boa parte por falta de capacidade de computação, segundo investidores ouvidos pelo TechCrunch, que afirma não estar claro se a Cognition enfrentará o mesmo gargalo.
O Devin é um agente de inteligência artificial desenvolvido pela Cognition para realizar tarefas de engenharia de software. Ele recebe uma tarefa, executa as etapas necessárias em um ambiente isolado e entrega o resultado para revisão.
O Devin deve atingir US$ 1 bilhão em receita anualizada em setembro, segundo a Bloomberg. A Cognition havia informado que o indicador estava em US$ 900 milhões em setembro e em US$ 492 milhões em maio.
A Cognition foi avaliada em US$ 48 bilhões em uma rodada de mais de US$ 2 bilhões concluída em setembro. O valor foi quase o dobro da avaliação de US$ 26 bilhões registrada três meses antes.
A rodada de mais de US$ 2 bilhões da Cognition teve a Andreessen Horowitz e a Accel como principais investidores, com participação da Nvidia.
Entre os concorrentes do Devin estão o Claude Code, da Anthropic, e o Codex, da OpenAI. A Cursor, outro produto voltado à programação com inteligência artificial, também disputa esse mercado.
Entre os clientes citados pela Cognition estão Nvidia, GE Aerospace, Citi, Goldman Sachs e Mercedes-Benz. A Nvidia utiliza o Devin em projetos relacionados ao desenvolvimento de chips.
A Windsurf é um editor de código com recursos de inteligência artificial que foi adquirido pela Cognition em julho de 2025. A compra ocorreu depois que a OpenAI desistiu de uma tentativa de aquisição da empresa.
A Cognition aluga um cluster de servidores da Nvidia que custa centenas de milhões de dólares por ano. Segundo o The Information, a queima de caixa da empresa pode chegar a US$ 800 milhões em 2026.
Não. A Bloomberg informou que a SpaceX procurou a Cognition sobre uma possível aquisição, mas a startup decidiu permanecer independente. O CEO Scott Wu negou negociações de aquisição em agosto.