Inteligência Artificial

OpenAI deixa pesquisas de lado para priorizar melhorias no ChatGPT

Recursos de pesquisas da OpenAI estão sendo redirecionados para aprimorar recursos do ChatGPT, dizem trabalhadores

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 10h20.

Funcionários mais velhos da OpenAI estão saindo da empresa após uma mudança de estratégia para priorizar a expansão do ChatGPT. A empresa fundada por Sam Altman se consolidou como um dos principais laboratórios de pesquisa de inteligência artificial da Califórnia, nos Estados Unidos, mas tem rapidamente redirecionado seus reforços para ter o popular chatbot como grande atrativo.

Avaliada em US$ 500 bilhões, a empresa transformou em foco o objetivo de angariar os fundos necessários para manter investidores e "está escalando computação, algoritmos e dados", diz uma fonte ouvida pelo Financial Times. O chefe de pesquisa Mark Chen, porém, comentou que a empresa "nunca esteve tão confiante no calendário de pesquisas a longo prazo" como está agora.

Embora a OpenAI ainda possa ser considerada líder de mercado e a favorita entre as empresas que adotaram o uso corporativo de IA na rotina, chatbots rivais como Google Gemini 3 e Claude estão alcançando níveis similares de popularidade em um ritmo rápido.

Demais funcionários dos setores de pesquisa que saíram da corporação chegaram a sugerir que a OpenAI passou a silenciosamente requisitar que os estudos propostos estivessem, de alguma forma, relacionados com a busca pela maior eficiência do GPT como ferramenta. Duas fontes disseram que a saída da pesquisadora Andrea Vallone ocorreu após ela ter recebido a tarefa de assegurar tratamento para os usuários da IA que estavam com a saúde mental comprometida após se apegarem ao chatbot, o que ela julgou como "impossível".

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Um estudo do CIO Survey apontou que 78% dos 100 líderes entrevistados do ranking Global 2000 da Forbes usam serviços da OpenAI diariamente para produção e tarefas.

Logo em seguida, está o Google que, com o Gemini, é o segundo favorito e seguido pela Anthropic, hoje com 18% de participação na carteira.

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