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Produção de chips da Micron em imagem de arquivo: projeto de expansão em Taiwan foi pausado, segundo a Bloomberg (Divulgação)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 5 de novembro de 2026 às 11h07.
A Micron pausou um projeto de fábrica de memórias em Taoyuan, Taiwan, em meio a uma disputa trabalhista. O investimento previsto era de US$ 3 bilhões a US$ 4,5 bilhões. A empresa afirmou que suas operações na ilha seguem normais, sem responder especificamente sobre a obra. O conflito envolve remuneração e participação dos empregados nos resultados. A pausa coloca em dúvida uma expansão futura, mas não confirma interrupção das entregas atuais nem cancelamento definitivo da fábrica.
A Micron pausou nesta quinta-feira, 5, um projeto de fábrica de chips de memória em Taoyuan, Taiwan, em meio a uma disputa trabalhista. O investimento previsto era de US$ 3 bilhões a US$ 4,5 bilhões, segundo a Bloomberg.
A decisão lança incerteza sobre parte dos planos de expansão industrial da companhia. Segundo a reportagem, permaneceriam apenas trabalhos necessários à segurança do local antes do congelamento da construção.
A Micron afirmou que suas operações em Taiwan continuam normais, sem responder especificamente sobre o projeto.
O conflito trabalhista vinha se desenrolando antes da notícia sobre a obra. Em 21 de outubro, a Micron e o sindicato de Taichung anunciaram um acordo, mas as negociações com o sindicato de Taoyuan continuavam sem solução.
Os sindicatos reivindicavam um mecanismo permanente de distribuição de 15% do lucro operacional aos empregados e criticavam a falta de transparência do programa de incentivos. Em Taoyuan, 1.994 dos 2.012 participantes de uma votação apoiaram a autorização para greve.
A negociação envolve como os trabalhadores participam dos resultados da fabricante de memórias.A autorização abriu caminho para uma paralisação, sem significar, por si só, que a produção havia sido interrompida. O acordo anunciado em Taichung também não encerrava automaticamente a disputa em Taoyuan.
Em 22 de outubro, a Micron anunciou um bônus trimestral global vinculado aos resultados, além dos incentivos anuais. Segundo a Reuters, o pagamento seria feito metade em dinheiro e metade em ações.
A discussão sobre quanto distribuir aos empregados ocorre em um setor no qual os investimentos levam tempo para se transformar em produção. A disputa por custos e preços de memória também envolve fabricantes e clientes, que dependem dessa capacidade para planejar seus produtos.
As memórias abastecem os processadores com os dados necessários ao trabalho. A HBM, sigla para memória de alta largura de banda, foi desenvolvida para movimentar grandes volumes de informação e tem papel central em sistemas de inteligência artificial.
O fornecimento de memória para empresas de IA ajuda a explicar a atenção sobre a expansão da Micron. A notícia sobre Taoyuan, porém, não detalha qual geração de produto seria fabricada na nova unidade.
Uma obra pausada muda a perspectiva de expansão; não comprova uma queda imediata nas entregas.O efeito sobre o mercado dependerá da duração da pausa, da capacidade prevista e das condições de retomada. Para compradores de chips e equipamentos, inclusive no Brasil, são esses dados que permitirão avaliar se o impasse afetará prazos ou disponibilidade. Até agora, não há confirmação de cancelamento definitivo do projeto.
A Bloomberg informou uma pausa no projeto de uma fábrica de memórias em Taoyuan. A notícia associa a decisão a uma disputa trabalhista.
O investimento previsto era de US$ 3 bilhões a US$ 4,5 bilhões, segundo pessoas ouvidas pela Bloomberg. O valor descreve o orçamento do projeto, não uma despesa já inteiramente realizada.
A empresa afirmou à Bloomberg que suas operações continuavam normais. A resposta não esclareceu especificamente a situação da nova obra.
As reivindicações envolvem remuneração, transparência dos incentivos e participação nos resultados. Os sindicatos defendiam um mecanismo permanente de distribuição de 15% do lucro operacional aos empregados.
Sim, anunciou em outubro um bônus trimestral global ligado aos resultados, além dos incentivos anuais. Segundo a Reuters, o pagamento seria dividido igualmente entre dinheiro e ações.
Não há confirmação de cancelamento definitivo. O impacto sobre a expansão dependerá do tempo de interrupção e das condições de retomada do projeto.