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LinkedIn implementa novas regras para combater engajamento falso e automação de comentários

Plataforma agora limita a visibilidade de comentários automatizados, buscando garantir um ambiente mais autêntico e profissional para os usuários

Até então, especulava-se que o LinkedIn não estivesse totalmente interessado em lidar com o problema, já que mais atividade na plataforma poderia ser vista como algo positivo (Jakub Porzycki/Getty Images)

Até então, especulava-se que o LinkedIn não estivesse totalmente interessado em lidar com o problema, já que mais atividade na plataforma poderia ser vista como algo positivo (Jakub Porzycki/Getty Images)

Publicado em 22 de agosto de 2025 às 10h09.

Nos últimos meses, o LinkedIn tem enfrentado problemas e recebido críticas semelhantes às de outras plataformas: o aumento do número de perfis falsos e das atividades automatizadas. Alguns usuários apontam a presença crescente de “pods” de engajamento (grupos coordenados de comentários e interações) e o uso de ferramentas de inteligência artificial para gerar comentários em larga escala, distorcendo o engajamento pessoal e legítimo.

Em resposta, a rede social profissional reconheceu ao site Social Media Today que está ciente dessas preocupações e que já está tomando medidas para combater a prática. A plataforma está reduzindo o alcance de atividades automatizadas quando detectadas e, além disso, implementou novas regras nos termos de uso.

No documento sobre “Comentar publicações e responder a um comentário”, foi incluído um novo aviso: “Para manter o LinkedIn seguro e profissional, podemos limitar o número de comentários que um usuário ou uma página podem fazer em um determinado período. Da mesma forma, se detectarmos a criação excessiva de comentários ou o uso de uma ferramenta de automação, poderemos limitar a visibilidade desses comentários.”

Alteração pequena, mas significativa

Embora a alteração pareça pequena, ela representa um avanço significativo, pois reconhece o problema das interações automatizadas e sinaliza uma ação mais concreta contra o engajamento falso, que viola os termos de serviço da plataforma.

Até então, especulava-se que o LinkedIn não estivesse totalmente interessado em lidar com o problema, já que mais atividade na plataforma poderia ser vista como algo positivo. No entanto, a empresa garante que está trabalhando para combater essas práticas, explorando, inclusive, serviços de “pods” de engajamento e considerando ações legais, como já fez em casos de raspagem de dados e outros abusos.

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