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Funcionários digitais; como agentes de IA estão assumindo tarefas no trabalho

Agentes de IA conseguem navegar por sistemas, pesquisar informações e executar fluxos de trabalho, reduzindo a intervenção humana em tarefas repetitivas

Funcionários digitais; como agentes de IA estão assumindo tarefas no trabalho (Magnific/Reprodução)

Funcionários digitais; como agentes de IA estão assumindo tarefas no trabalho (Magnific/Reprodução)

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 15h03.

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Um novo tipo de ferramenta de inteligência artificial está ganhando espaço nas empresas: os agentes de IA. Diferentemente de um chatbot tradicional, eles não se limitam a responder perguntas. Podem receber um objetivo, definir etapas, consultar informações e executar ações em diferentes sistemas.

Na prática, isso aproxima a IA de um “funcionário digital”. O agente pode pesquisar dados, preencher um formulário, atualizar um sistema ou preparar um relatório sem que o profissional precise comandar cada etapa.

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O que os agentes de IA já conseguem fazer

Uma das principais mudanças está na capacidade de usar computadores e sistemas. Em vez de depender exclusivamente de integrações previamente programadas, alguns agentes conseguem interpretar uma interface visual e interagir com botões, campos e menus.

A OpenAI apresentou essa capacidade com o Operator, posteriormente incorporado ao ChatGPT. O sistema foi desenvolvido para navegar na web, clicar, digitar e executar tarefas, como preencher formulários e realizar atividades repetitivas em sites.

A Anthropic também desenvolveu o recurso Computer Use, que permite ao Claude observar uma tela, movimentar o cursor, clicar e digitar. A tecnologia foi apresentada para aplicações que envolvem múltiplas etapas de execução.

No ambiente corporativo, a automação pode ir além do navegador. O Microsoft Copilot Studio permite criar agentes capazes de reagir a eventos, consultar dados e executar fluxos de trabalho automaticamente.

Quais atividades podem ser automatizadas

O avanço desses sistemas não significa que profissões inteiras estejam sendo executadas por agentes. A mudança acontece principalmente em tarefas específicas e estruturadas.

Entre os exemplos estão:

  • Triagem e encaminhamento de solicitações
  • Pesquisa e organização de informações
  • Atualização de registros em sistemas
  • Preparação de relatórios e documentos
  • Agendamento de reuniões
  • Análise de dados
  • Processamento de documentos
  • Qualificação inicial de leads

Empresas de tecnologia já apresentam agentes voltados para atendimento ao cliente, por exemplo. Eles podem consultar históricos, registrar interações, agendar serviços e realizar uma primeira triagem de solicitações.

Entender onde a IA pode assumir tarefas é parte da adaptação ao novo mercado de trabalho. No Pré-MBA em IA da Saint Paul e Exame, são quatro aulas práticas e online sobre o tema, por R$ 37.

O que muda para o profissional

A principal diferença em relação às ferramentas tradicionais está no grau de autonomia. Um assistente convencional pode sugerir uma resposta. Um agente pode pesquisar os dados necessários, consultar um sistema, executar uma ação e retornar com o resultado.

Isso não elimina a necessidade de supervisão. Agentes podem cometer erros, interpretar uma instrução de maneira inadequada ou executar uma ação incorreta. Em processos que envolvem dinheiro, dados sensíveis ou decisões relevantes, a revisão humana continua sendo importante.

Por isso, atividades repetitivas, digitais e baseadas em regras claras são candidatas mais naturais à automação. Já tarefas que exigem julgamento, contexto e responsabilidade tendem a demandar maior participação humana.

De ferramenta de produtividade a força de trabalho digital

A evolução dos agentes representa uma mudança na forma como empresas podem distribuir tarefas entre pessoas e sistemas de IA. Em vez de utilizar a tecnologia apenas para produzir textos ou responder perguntas, organizações podem delegar etapas completas de processos.

Isso cria uma nova camada de automação, com sistemas capazes de pesquisar, decidir os próximos passos e executar ações em diferentes ferramentas. Para os profissionais, compreender o que pode ser automatizado e o que ainda exige julgamento humano se torna cada vez mais relevante.

Os agentes de IA já conseguem executar partes de processos profissionais. O Pré-MBA em IA da Saint Paul e Exame mostra como essa tecnologia funciona em quatro aulas práticas e online, por R$ 37.

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