A previsão de Elon Musk sobre a ascensão dos robôs humanoides está amparada por projeções de bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley. Segundo o bilionário, essas máquinas superarão os humanos em número nas próximas décadas — e os dados confirmam o cenário.
O Goldman Sachs estima que até 2035 o mercado global de robôs humanoides pode atingir US$ 38 bilhões, mais de seis vezes sua previsão anterior. A expectativa é de 1,4 milhão de unidades enviadas até lá, com menor tempo para rentabilidade.
O principal vetor de crescimento é o avanço da inteligência artificial, que permite que robôs aprendam tarefas de forma mais autônoma, reduzindo a necessidade de programação manual. Essa evolução viabiliza sua aplicação fora de fábricas, como em hospitais e residências.
O custo também caiu. Em um ano, a fabricação de humanoides teve redução de cerca de 40%. Equipamentos que antes custavam de US$ 50 mil a US$ 250 mil agora variam entre US$ 30 mil e US$ 150 mil.
Robôs nas fábricas e nas casas
Até 2030, mais de 250 mil unidades devem estar em operação industrial, concentradas em tarefas classificadas como “perigosas, sujas e repetitivas”, como mineração, logística e montagem de veículos elétricos.A partir da década seguinte, o uso doméstico deve crescer. Segundo o Morgan Stanley, até 2050, 10% das casas nos EUA terão um robô humanoide. Nas famílias com renda anual acima de US$ 200 mil, o índice pode chegar a 33%.
O custo de manutenção anual gira em torno de US$ 10 mil, similar ao de um automóvel. Entre as funções previstas estão tarefas domésticas, cuidados com idosos, vigilância e manutenção.
Desafios técnicos e questões sociais
Ainda existem limites. A produção de componentes de alta precisão é restrita, e a IA generalista ainda está em estágio inicial. Hoje, os robôs atuam em tarefas específicas.A adoção em larga escala também levanta debates sobre impactos no emprego, uso em segurança, robofobia e ética no convívio com máquinas autônomas.
Do protótipo ao cotidiano
Empresas como a Tesla acreditam em rápida adoção. Elon Musk prevê que o robô Optimus poderá chegar ao mercado em 2026 ou 2027. O Barclays projeta que o mercado total pode alcançar de US$ 40 bilhões a US$ 200 bilhões até 2035.
No cenário mais otimista, os robôs humanoides deixarão de ser novidade e se tornarão parte essencial do cotidiano — não no bolso, mas ao lado dos humanos.
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