Patrocinado por:
Logotipo da CrowdStrike exibido na tela de um celular (SOPA Images/Getty Images)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 3 de novembro de 2026 às 14h47.
Última atualização em 3 de novembro de 2026 às 17h14.
A CrowdStrike assinou acordos para comprar Fiddler AI e Dreadnode. O preço combinado de cerca de US$ 495 milhões. As startups acrescentam monitoramento de agentes e testes de segurança, mas o fechamento das operações ainda está pendente.
A CrowdStrike anunciou nesta terça-feira, 3, acordos para adquirir as startups Fiddler AI e Dreadnode, especializadas em monitoramento e testes de segurança de inteligência artificial. As operações somam cerca de US$ 495 milhões, segundo o Wall Street Journal, e ampliam a aposta da companhia na proteção de agentes capazes de executar tarefas em sistemas corporativos.
O valor de US$ 400 milhões foi para a Fiddler e US$ 95 milhões à Dreadnode. A CrowdStrike confirmou as aquisições pretendidas, mas não divulgou os preços nos comunicados. Os pagamentos serão feitos principalmente em dinheiro, com uma parcela em ações sujeita a condições de aquisição de direitos.
As duas transações ainda dependem das condições habituais de fechamento. A previsão da empresa é concluí-las no quarto trimestre do ano fiscal de 2027. Os anúncios ocorreram durante a conferência Fal.Con Europe, em Barcelona.
O movimento dá sequência à expansão da empresa por aquisições, que inclui a compra da Onum por cerca de US$ 290 milhões, anunciada em 2025.
A Fiddler desenvolve ferramentas de observabilidade, termo usado para acompanhar o funcionamento de sistemas. A tecnologia permite avaliar agentes antes de sua implantação e rastrear seu comportamento depois que entram em operação.
A proposta é ajudar empresas a identificar quais ferramentas um agente acionou, detectar desvios e produzir registros para auditorias. A CrowdStrike pretende oferecer esses recursos dentro de sua plataforma Falcon com o nome Falcon Observe.
Em vez de acompanhar somente se um sistema está disponível, esse tipo de monitoramento procura mostrar se a IA cumpriu a tarefa esperada e respeitou as regras definidas pela organização.
A Dreadnode atua em outra etapa: a busca por falhas antes que modelos, aplicativos e agentes sejam colocados em uso. Segundo a CrowdStrike, a tecnologia executa mais de cem estratégias de ataque, incluindo tentativas de contornar restrições e manipular instruções.
Os resultados podem ser classificados por gravidade e associados a referenciais de segurança. A empresa também prevê usar as descobertas para recomendar políticas de proteção no Falcon Guardian.
A combinação das aquisições pretende cobrir dois problemas diferentes: encontrar vulnerabilidades durante o desenvolvimento e acompanhar decisões e ações da IA em operação. As integrações anunciadas ainda representam planos da companhia, não evidência independente de eficácia.
No mesmo evento, a CrowdStrike anunciou um recurso chamado AI Kill Switch. Na implementação disponível agora, equipes de segurança podem bloquear, por meio de gateways conectados, o acesso dos agentes aos modelos de IA que utilizam.
A companhia pretende ampliar o mecanismo para interromper processos e restringir atividades em computadores, ambientes de nuvem e outros sistemas. Essas etapas adicionais foram descritas como futuras no anúncio técnico. Por isso, o lançamento não equivale a um botão já capaz de desligar qualquer agente em qualquer ambiente.
A Fiddler AI, de monitoramento de sistemas de IA, e a Dreadnode, de testes de segurança de modelos, aplicativos e agentes.
Cerca de US$ 495 milhões, segundo o Wall Street Journal. A CrowdStrike não divulgou os preços nos comunicados.
Não. A previsão da empresa é concluir as operações no quarto trimestre do ano fiscal de 2027, sujeitas às condições habituais de fechamento.