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Como usar o Figma AI para criar designs, protótipos e acelerar tarefas no trabalho

Figma reúne recursos de inteligência artificial que permitem transformar comandos de texto em designs, protótipos e imagens para diferentes projetos profissionais

Como usar o Figma AI para criar designs, protótipos e acelerar tarefas no trabalho (Thomas Fuller/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)

Como usar o Figma AI para criar designs, protótipos e acelerar tarefas no trabalho (Thomas Fuller/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 17h33.

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A inteligência artificial ganhou espaço em ferramentas usadas por profissionais de diferentes áreas, e o Figma passou a incorporar recursos que automatizam parte do processo de criação. A plataforma permite gerar designs, editar imagens, trabalhar com textos e transformar ideias em protótipos a partir de comandos.

Para quem trabalha com produto, marketing, tecnologia ou design, os recursos podem ser usados para acelerar etapas iniciais de projetos e testar alternativas antes da produção final.

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O que é o Figma AI

O Figma AI é o conjunto de recursos de inteligência artificial integrado à plataforma Figma. Em vez de depender exclusivamente da criação manual, o profissional pode descrever o que precisa e usar a IA para gerar ou modificar elementos.

Entre as possibilidades estão:

  • Criar primeiras versões de layouts
  • Gerar e editar imagens
  • Reescrever ou traduzir textos
  • Renomear camadas automaticamente
  • Transformar ideias em protótipos
  • Organizar informações em projetos colaborativos

A plataforma também possui o Figma Make, recurso voltado à criação de protótipos funcionais e aplicações a partir de comandos. Já o agente de IA do Figma, atualmente em beta, pode gerar e editar designs, aplicar elementos de sistemas de design e executar tarefas diretamente nos arquivos.

Como usar o Figma AI na prática

Os recursos de IA podem ser acessados em diferentes produtos da plataforma. No Figma Design, por exemplo, as ferramentas de IA ficam disponíveis pelo menu Actions, embora o acesso dependa do plano e das permissões da conta.

1. Crie uma primeira versão do design

Uma das aplicações mais úteis é transformar uma descrição em uma primeira proposta visual. O recurso First Draft, cuja funcionalidade passou a ser acessada pelo agente do Figma em 2026, permite gerar wireframes ou designs editáveis a partir de uma descrição. 

Um profissional pode escrever algo como:

"Crie uma página de checkout para uma loja de móveis, com resumo do pedido, endereço de entrega e opção de pagamento."

A IA gera uma estrutura inicial que pode ser editada manualmente. O resultado serve como ponto de partida, e não necessariamente como versão pronta para publicação.

Segundo a própria Figma, o recurso tende a funcionar melhor com padrões comuns de sites e aplicativos. Projetos muito específicos, como convites ou layouts editoriais pouco convencionais, podem produzir resultados menos adequados. 

2. Use o Figma Make para criar protótipos

O Figma Make segue outra lógica. A ferramenta permite transformar descrições e designs existentes em protótipos funcionais, aplicações web e interfaces interativas.

Na prática, um profissional pode descrever uma ideia, anexar um design existente e pedir alterações. A ferramenta gera o código necessário para criar uma prévia interativa, que pode ser refinada por novos comandos. 

Por exemplo, uma equipe de produto pode pedir:

"Crie um protótipo de aplicativo de controle financeiro com tela inicial, histórico de transações e gráfico mensal."

Depois da primeira versão, é possível solicitar mudanças, como alterar a navegação, incluir uma tela ou modificar determinado componente.

3. Gere ou edite imagens

A inteligência artificial também pode ser usada para criar e modificar imagens dentro do ecossistema do Figma.

É possível gerar uma imagem por meio de um comando de texto ou editar uma imagem existente. Entre as funções estão remoção de fundo, remoção de objetos, ampliação e ajustes específicos. 

Isso pode ser útil para profissionais de marketing, comunicação e produto que precisam testar rapidamente diferentes elementos visuais antes de produzir a versão definitiva.

4. Automatize tarefas repetitivas

Nem todo uso de IA precisa resultar em uma nova imagem ou tela. O Figma também oferece recursos voltados para tarefas operacionais.

A plataforma permite, por exemplo, reescrever, resumir e traduzir textos, além de auxiliar na organização de camadas. Esses recursos podem reduzir atividades manuais em arquivos com grande quantidade de elementos. 

O ganho está menos em substituir o profissional e mais em reduzir tarefas repetitivas, liberando tempo para decisões sobre estrutura, conteúdo e experiência do usuário.

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Como criar prompts melhores no Figma AI

A qualidade do comando influencia diretamente o resultado. Em vez de escrever apenas "crie um aplicativo de finanças", é possível especificar objetivo, público, funcionalidades e estrutura.

Um prompt mais detalhado poderia ser:

"Crie um aplicativo de controle financeiro pessoal para profissionais de 25 a 40 anos. Inclua dashboard com saldo, gastos por categoria, histórico de transações e botão para adicionar uma nova despesa. Use uma interface simples e priorize a leitura em dispositivos móveis."

O próprio Figma recomenda ser claro e específico nos comandos e fornecer exemplos sempre que possível. No Figma Make, também é possível anexar frames existentes, bibliotecas e outros elementos para fornecer mais contexto à IA. 

Uma estratégia prática é dividir o trabalho em etapas:

  1. Descreva o objetivo do projeto.
  2. Gere uma primeira versão.
  3. Identifique os problemas do resultado.
  4. Peça alterações específicas.
  5. Revise manualmente o que foi gerado.
  6. Teste o protótipo antes de apresentá-lo ou utilizá-lo.

O que a IA não resolve sozinha

Um dos principais cuidados é não tratar o resultado gerado como produto final. O próprio Figma alerta que os resultados de suas ferramentas de IA podem estar incorretos ou apresentar informações enganosas. 

Além disso, uma interface visualmente convincente pode conter problemas de usabilidade, acessibilidade, hierarquia de informação ou coerência com o sistema de design da empresa.

Por isso, a revisão humana continua sendo necessária. O profissional precisa avaliar se o resultado atende ao objetivo do projeto, se as informações estão corretas e se a solução funciona para o público pretendido.

Como incorporar o Figma AI à rotina profissional

Para começar, não é necessário entregar um projeto inteiro para a IA. Uma abordagem mais controlada é escolher uma etapa específica do trabalho.

Um designer pode começar pela criação de wireframes. Um profissional de marketing pode testar conceitos visuais. Já uma equipe de produto pode utilizar o Figma Make para transformar uma ideia em protótipo antes de mobilizar desenvolvimento.

O ponto central é usar a ferramenta para testar mais possibilidades em menos tempo, mantendo a avaliação e as decisões estratégicas sob responsabilidade da equipe.

No trabalho cotidiano, a inteligência artificial funciona melhor quando recebe contexto, exemplos e objetivos claros. Quanto mais específico for o problema apresentado, menor tende a ser a necessidade de a ferramenta fazer suposições sobre o que deve ser criado.

Para profissionais que querem compreender como aplicar inteligência artificial no trabalho, o Pré-MBA em IA da Saint Paul + EXAME está disponível por R$ 37.

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