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Como usar o Cursor para criar projetos, corrigir erros e automatizar tarefas com IA

Profissionais podem usar o Cursor para automatizar tarefas de programação e revisar alterações sem precisar escrever cada linha de código

Como usar o Cursor para criar projetos, corrigir erros e automatizar tarefas com IA  (Imagem gerada por IA/Exame)

Como usar o Cursor para criar projetos, corrigir erros e automatizar tarefas com IA (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 17h19.

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O Cursor é um editor de código que incorpora recursos de inteligência artificial para ajudar profissionais a escrever, modificar e entender programas. A ferramenta combina um editor semelhante aos usados por desenvolvedores com recursos de IA capazes de atuar sobre arquivos e projetos.

Diferentemente de um chatbot convencional, o Cursor consegue analisar o contexto de um projeto e, em determinados modos, editar vários arquivos, executar comandos no terminal e verificar os resultados.

A inteligência artificial está mudando a forma como profissionais executam tarefas. No Pré-MBA em IA da Saint Paul e Exame, você aprende conceitos e aplicações práticas em quatro aulas online, por R$ 37. 

Como começar a usar o Cursor

O primeiro passo é instalar o Cursor e abrir uma pasta que contenha o projeto. A documentação oficial recomenda começar com uma tarefa pequena para entender como o sistema funciona.

Depois, o usuário pode abrir o Agent, recurso de IA que permite fazer solicitações em linguagem natural. No Windows e Linux, o atalho padrão é Ctrl + I. No Mac, é Cmd + I.

Um profissional pode, por exemplo, escrever:

"Explique a estrutura deste projeto e indique quais arquivos controlam a página inicial."

O Cursor analisa os arquivos relevantes e apresenta uma explicação sobre a estrutura do código.

1. Use a IA para entender um projeto

Uma das aplicações do Cursor é auxiliar quem precisa trabalhar com um código que não conhece.

É possível pedir que a ferramenta identifique os principais arquivos, explique a função de cada módulo ou encontre onde determinada funcionalidade está implementada.

Isso pode ser útil para profissionais que precisam entender sistemas existentes antes de fazer alterações.

2. Peça alterações específicas

Depois de compreender o projeto, o usuário pode solicitar mudanças diretamente ao Agent.

Por exemplo:

"Adicione um botão de cadastro na página inicial e conecte-o ao formulário existente."

O Agent pode localizar os arquivos relacionados, alterar o código e apresentar as modificações para revisão. A recomendação é verificar o diff, ou seja, a comparação entre a versão anterior e a nova versão, antes de aceitar as alterações.

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Cursor também pode corrigir erros

Outra possibilidade é usar a inteligência artificial para investigar problemas no código.

O Agent consegue analisar arquivos, executar comandos e rodar testes ou outras verificações disponíveis no projeto. A partir dos resultados, pode tentar identificar a causa de um erro e propor ou realizar uma correção.

Um comando possível seria:

"Identifique por que este teste está falhando, corrija o problema e execute o teste novamente."

O processo não elimina a necessidade de revisão. Alterações feitas por IA podem introduzir novos erros ou modificar partes do sistema que não deveriam ser alteradas.

Quando usar o modo Plan

Para tarefas maiores, o Cursor oferece o Plan Mode. Nesse modo, a ferramenta primeiro pesquisa o projeto e cria um plano de implementação antes de modificar o código.

O recurso é indicado para mudanças que envolvem vários arquivos, requisitos pouco definidos ou decisões de arquitetura. O usuário pode revisar o plano e só depois autorizar a execução.

Há também o Tab, recurso de autocompletar que sugere código conforme o profissional digita. As sugestões consideram o código ao redor, alterações recentes e alguns sinais do projeto, como erros identificados pelo linter.

Como escrever bons comandos no Cursor

A qualidade da resposta depende, entre outros fatores, do contexto fornecido ao agente. A própria documentação recomenda instruções claras e objetivos bem definidos.

Na prática, um bom comando pode especificar:

  • o que deve ser alterado;
  • quais arquivos devem ser considerados;
  • o resultado esperado;
  • restrições que precisam ser respeitadas;
  • como verificar se a mudança funcionou.

Em vez de escrever "melhore este código", por exemplo, é mais preciso pedir: "reduza a repetição nesta função, preserve o comportamento atual e execute os testes existentes depois da alteração".

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Cursor substitui o profissional?

O Cursor automatiza parte do trabalho de programação, mas o profissional continua responsável por definir o objetivo, fornecer contexto e revisar o resultado.

A ferramenta pode escrever código, executar comandos e fazer alterações em arquivos, mas isso não significa que as decisões produzidas estejam necessariamente corretas para o negócio ou para o sistema.

Por isso, seu uso exige uma combinação de conhecimento técnico, capacidade de formular instruções e revisão das alterações realizadas pela inteligência artificial.

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