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Onde a IA gera mais lucro no B2B: as apostas com maior margem até 2030 (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 15h30.
O mercado business to business vive uma disputa por espaço na aplicação prática da inteligência artificial. Empresas de diferentes portes tentam identificar em quais frentes o investimento em tecnologia se traduz em maior margem de lucro nos próximos anos.
Levantamentos recentes de consultorias e plataformas de dados corporativos apontam para um cenário concentrado, em que poucos nichos reúnem a maior parte do potencial de retorno dentro do universo de IA aplicada a negócios.
Sistemas de IA agêntica, capazes de executar tarefas completas com pouca supervisão humana, viraram o centro das apostas do mercado corporativo. Segundo o Gartner, o gasto global com esse tipo de tecnologia deve chegar a US$ 201,9 bilhões em 2026, alta de 141% ante o ano anterior.
A mesma consultoria estima que, até o fim de 2026, 40% dos aplicativos corporativos terão agentes de IA para tarefas específicas. Em 2025, essa fatia era inferior a 5%.
Um levantamento da Futurum Group com líderes de tecnologia aponta as áreas com maior concentração de projetos em produção hoje:
Margem bruta é o percentual da receita que sobra após descontados os custos diretos de um produto ou serviço, indicador usado para medir a eficiência de um negócio.
Um levantamento da ICONIQ Growth com empresas de software projeta margem bruta média de 52% em 2026, ante 45% em 2025 e 41% em 2024. Companhias com equilíbrio entre modelo próprio e produto relatam as margens mais altas, de 53%.
Parte da melhora vem da redução de custos. Um estudo da SaaStr mostra que empresas nativas em IA já operam com equipes de vendas 50% menores, mantendo ou ampliando a receita, com agentes assumindo etapas antes feitas por humanos.
Especialistas do setor apontam critérios recorrentes em segmentos de maior potencial de retorno:
Esses fatores explicam por que saúde, jurídico e finanças aparecem com frequência entre as apostas de maior retorno.
No Brasil, o KPMG Global Tech Report 2026 mostra que 100% das empresas brasileiras entrevistadas já implementaram algum nível de automação e IA, incluindo sistemas agênticos. Ainda assim, 45% dos executivos relatam múltiplos projetos operando de forma desconectada entre si.
Essa fragmentação sugere que, apesar do avanço em adoção, muitas empresas ainda não capturam o potencial de margem identificado nos levantamentos internacionais.