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ChatGPT agora pode fazer pedidos em restaurantes nos EUA; entenda como funciona

Nova integração permite que restaurantes nos Estados Unidos recebam pedidos feitos diretamente por chats de inteligência artificial, sem que o cliente precise acessar aplicativos de delivery

ChatGPT agora pode fazer pedidos em restaurantes nos EUA; entenda como funciona (Imagem gerada por IA/Magnific)

ChatGPT agora pode fazer pedidos em restaurantes nos EUA; entenda como funciona (Imagem gerada por IA/Magnific)

Publicado em 2 de julho de 2026 às 13h42.

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Comprar comida sem abrir um aplicativo de delivery pode se tornar uma experiência cada vez mais comum. Inicialmente disponível apenas nos Estados Unidos, uma nova integração desenvolvida pela Square permite que restaurantes recebam pedidos realizados diretamente por assistentes de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude.

Na prática, o usuário pode conversar com o chatbot, informar o que deseja pedir e concluir a compra sem precisar mudar de plataforma. O recurso conecta os sistemas dos restaurantes aos modelos de IA, que passam a consultar cardápios, calcular preços e enviar os pedidos ao estabelecimento. As informações foram divulgadas pelo portal Venture Beat. 

Como funciona a compra de comida pelo ChatGPT

A integração utiliza recursos que permitem aos modelos de inteligência artificial acessar informações autorizadas pelos restaurantes em tempo real. Isso inclui disponibilidade de produtos, horários de funcionamento, preços e formas de pagamento.

Imagine que um usuário escreva: "Quero pedir uma pizza grande de calabresa e uma Coca-Cola para entregar às 20h". Com a integração ativa, o assistente pode localizar um restaurante participante, montar o pedido, informar o valor e finalizar a compra na própria conversa.

Esse processo reduz etapas normalmente necessárias, como abrir um aplicativo, pesquisar restaurantes e preencher formulários.

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O que muda para consumidores e restaurantes

Neste primeiro momento, a funcionalidade está disponível para restaurantes nos Estados Unidos que utilizam a infraestrutura da Square. A empresa ainda não anunciou quando ou se a integração será expandida para outros mercados. Isso significa que consumidores de países como o Brasil ainda não conseguem fazer pedidos dessa forma.

Para os consumidores americanos, a principal mudança está na praticidade. A conversa com a IA passa a concentrar desde a escolha do restaurante até a finalização da compra.

Já para os restaurantes participantes, a novidade representa um novo canal de atendimento. Como a integração utiliza a infraestrutura da Square, os estabelecimentos podem receber pedidos diretamente dos assistentes de IA sem desenvolver uma solução própria.

Além disso, o modelo pode reduzir a dependência de plataformas tradicionais de delivery para parte das vendas, embora esses aplicativos continuem desempenhando papel importante no mercado.

O que essa novidade representa para o futuro da inteligência artificial

A iniciativa mostra como a inteligência artificial está evoluindo de uma ferramenta voltada apenas para responder perguntas para um sistema capaz de executar tarefas completas.

Esse conceito é conhecido como IA agente. Em vez de apenas fornecer informações, o assistente realiza ações autorizadas pelo usuário, como reservar um serviço, efetuar uma compra ou organizar compromissos.

Nos próximos anos, esse tipo de integração pode chegar a outros segmentos, incluindo reservas de hotéis, compra de ingressos e contratação de serviços, tornando as conversas com assistentes digitais cada vez mais funcionais.

O que vale acompanhar a partir de agora

Embora a novidade esteja restrita aos Estados Unidos e aos restaurantes que utilizam a plataforma da Square, ela sinaliza uma tendência importante: a integração entre sistemas comerciais e assistentes de inteligência artificial.

Se o modelo for adotado por mais empresas e expandido para outros países, consumidores poderão realizar compras diretamente em conversas com a IA, sem depender de aplicativos específicos. Para as empresas, isso reforça a necessidade de adaptar seus sistemas para atender clientes que passam a interagir diretamente com agentes de inteligência artificial.

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