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Computador quântico da IBM deve ter avanço inédito nos próximos 3 anos

A empresa divulgou pela primeira vez seu cronograma de lançamento na área da computação quântica; poder de processamento deve crescer 10 vezes
Computador quântico da IBM: progresso rápido nos próximos 3 anos (Misha Friedman/Getty Images)
Computador quântico da IBM: progresso rápido nos próximos 3 anos (Misha Friedman/Getty Images)
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Filipe Serrano

Publicado em 15/09/2020 às 12:37.

Última atualização em 15/09/2020 às 13:19.

A IBM publicou pela primeira vez nesta terça-feira (15) o seu planejamento para os próximos anos na área da computação quântica. A gigante da tecnologia espera aumentar a quantidade de bits quânticos (qbits) de seus computadores em mais de dez vezes nos próximos três anos.

Enquanto a máquina atual mais avançada da empresa tem 65 qbits, a expectativa é que em 2023 seja criado um equipamento com 1.121 qbits, que tem o nome de Condor. Já para 2021, a empresa espera lançar um sistema com o dobro da capacidade atual (127 qbits) e no ano seguinte, um equipamento com 433 qbits.

(IBM/Divulgação)

Nos computadores tradicionais, a menor unidade de informação são os bits (sigla para dígito binário), e cada um deles pode assumir apenas uma de duas formas (0 ou 1) – seguindo uma lógica binária. Uma sequência de 8 bits forma 1 byte. Juntas essas centenas de milhões sequências de zeros e uns formam instruções que são lidas pelos computadores para processar as informações e realizar tarefas – desde exibir uma imagem na tela a rodar um game.

Já na computação quântica, os bits quânticos seguem os princípios da física quântica e podem assumir, ao mesmo tempo, tanto uma forma de 0 quanto de 1. Isso torna possível teoricamente aumentar em muitas vezes a capacidade de processamento principalmente para realizar operações muito complexas. O problema dos computadores quânticos é que os qbits são muito instáveis e precisam ser mantidos em câmaras com um sistema de resfriamento especial.

A IBM afirma que hoje mantém duas dúzias sistemas quânticos estáveis que já são usados comercialmente em operações de grande complexidade na nuvem. Com o desenvolvimento de equipamentos mais poderosos, como o novo sistema 1.121 qbits em 2023, a expectativa é a de que o uso da computação quântica se expanda ainda mais nos próximos anos. Outras empresas que também trabalham no desenvolvimento de computadores quânticos são o Google e a Microsoft.