Local de colisão de trens no Egito (AFP/AFP Photo)
Publicado em 8 de novembro de 2026 às 13h47.
Um acidente ferroviário no sul do Cairo, no Egito, resultou em quatro mortes e 88 feridos. Dois trens colidiram, causando descarrilamento de vagões e exigindo operações de resgate complexas. O presidente egípcio ordenou investigação para apurar possíveis falhas de manutenção no sistema ferroviário, que tem histórico recorrente de acidentes.
Ao menos quatro pessoas morreram e outras 88 ficaram feridas neste domingo (8) após uma colisão envolvendo dois trens ao sul do Cairo, capital do Egito. O impacto provocou o descarrilamento de diversos vagões, exigindo uma forte mobilização de emergência.
De acordo com informações divulgadas pela autoridade ferroviária egípcia, a tragédia ocorreu quando um trem que fazia a rota entre Gizé e Faium atingiu em cheio a parte traseira de outra composição, que havia partido do Cairo em direção à cidade de Assuã, no sul do país.
O balanço preliminar de vítimas foi confirmado oficialmente pelo Ministério da Saúde do Egito, que também informou que todos os feridos estão sendo resgatados e transferidos para atendimento em hospitais da região de Gizé.
Devido à gravidade do cenário, as equipes de emergência precisaram recorrer ao uso de guindastes pesados para conseguir destombar e remover os vagões acidentados dos trilhos.
O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, declarou estar acompanhando a situação "com grande preocupação". O mandatário ordenou a abertura imediata de uma investigação para "apurar responsabilidades de qualquer pessoa que tenha incorrido em negligência" que possa ter causado a batida.
O sistema de transporte do Egito tem um longo histórico de problemas crônicos ligados a falhas de manutenção e infraestrutura, que frequentemente resultam em acidentes ferroviários letais — inclusive na mesma região.
Foi neste mesmo trecho, ao sul do Cairo, que o país registrou o pior desastre ferroviário de sua história. No ano de 2002, um incêndio de grandes proporções atingiu um trem de passageiros, matando mais de 370 pessoas.
Poucos anos depois, em 2009, a mesma área registrou uma nova sequência de ocorrências nos trilhos que deixou dezenas de mortos e feridos.