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Recorde do bitcoin em 2025: causas e aprendizados

O que levou o bitcoin ao topo e o que o mercado aprendeu com o movimento este ano

 (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 23 de dezembro de 2025 às 09h30.

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Por Guilherme Fais*

O bitcoin viveu em 2025 um de seus momentos mais marcantes desde a criação do ativo. Ao longo do ano, a maior criptomoeda do mundo renovou máximas históricas, ultrapassando a faixa dos US$ 120 mil e consolidando um novo patamar de preço. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores técnicos, institucionais e macroeconômicos, além de repetir padrões clássicos já vistos em ciclos anteriores.

Entender como esse topo foi construído, nos ajuda a explicar não apenas o passado recente, mas também o que investidores observam agora em busca da próxima grande movimentação.

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Antes do novo recorde, o gráfico do bitcoin já indicava um cenário favorável. O ativo rompeu resistências importantes com força, acompanhado por aumento significativo de volume. Foi um sinal clássico de rompimento legítimo, e não apenas especulativo.

Após superar a região psicológica dos US$ 100 mil, o bitcoin entrou em uma fase de aceleração, com candles longos e pouca rejeição. Esse tipo de movimento costuma indicar entrada de capital novo no mercado, principalmente via operações à vista, e não apenas alavancagem.

Como costuma acontecer em topos históricos, após o rompimento veio um período de volatilidade maior, com correções curtas e rápidas, mostrando disputa entre compradores e vendedores. Ainda assim, o preço conseguiu sustentar níveis elevados, confirmando a força da tendência.

Um dos principais diferenciais desse ciclo foi o volume transacionado. Diferentemente de ciclos anteriores, em que grande parte da alta vinha de derivativos e alavancagem, a máxima histórica de 2025 foi acompanhado por forte atividade no mercado à vista.

O destaque ficou para os ETFs de bitcoin, que registraram entradas líquidas consistentes ao longo do período. Esse fluxo ajudou a absorver a pressão vendedora natural de quem realizava lucros nos novos topos, sustentando o preço em níveis elevados.

Na prática, o mercado passou a contar com um comprador estrutural: o investidor institucional.
Empresas e instituições reforçaram a narrativa

O novo topo do bitcoin também coincidiu com maior participação de empresas no mercado. A Strategy manteve sua política agressiva de compra de bitcoin, reforçando o discurso do bitcoin como ativo estratégico de longo prazo.

Outras companhias listadas em bolsa, mineradoras e gestoras passaram a divulgar posições relevantes em bitcoin, enquanto grandes instituições financeiras ampliaram a oferta de produtos ligados ao ativo. Esse movimento ajudou a legitimar o bitcoin como classe de ativo, reduzindo a percepção de risco para investidores tradicionais.

Embora o halving de 2024 não tenha provocado uma alta imediata, ele teve papel central na construção do cenário que culminou na máxima histórica de 2025. Com a redução pela metade da emissão de novos bitcoins, a oferta diária do ativo caiu para níveis historicamente baixos.

Esse efeito estrutural ficou ainda mais relevante quando combinado com a entrada de capital institucional. Com menos bitcoin sendo criados e mais investidores dispostos a comprar e manter o ativo, a pressão de oferta diminuiu significativamente.

Na prática, o halving funcionou como um “ajuste de fundo”, criando escassez e preparando o terreno para a valorização posterior.

Sardinhas venderam, baleias compraram

Um padrão clássico de mercado também se repetiu. À medida que o bitcoin foi se aproximando das máximas, investidores menores, conhecidos no jargão como “sardinhas”, passaram a realizar lucros ou vender no medo durante correções pontuais.

Ao mesmo tempo, dados on-chain mostraram que “baleias” e investidores de longo prazo continuaram acumulando, retirando bitcoin das exchanges e reduzindo a oferta disponível no mercado. Esse comportamento costuma aparecer em fases de redistribuição, quando mãos fracas saem e mãos fortes assumem posições.

Historicamente, o bitcoin se move em ciclos que combinam escassez, liquidez e comportamento do investidor. Após o halving, a redução da oferta cria o pano de fundo para a valorização, enquanto a entrada gradual de capital institucional sustenta movimentos mais longos e menos especulativos.

Em um segundo momento, a alta do preço atrai investidores de curto prazo, aumenta a alavancagem e gera correções pontuais, um cenário em que investidores menores costumam vender no medo. Já os grandes players, com visão de longo prazo, tendem a aproveitar essas quedas para acumular, reduzindo novamente a oferta disponível.

Esse processo de redistribuição, seguido por novas tentativas de rompimento de preço, é um padrão recorrente nos grandes ciclos do bitcoin e ajuda a explicar por que movimentos semelhantes continuam aparecendo, mesmo em um mercado mais maduro.

A máxima histórica do bitcoin em 2025 não foi um evento isolado, mas o resultado de uma convergência entre fatores técnicos, econômicos e comportamentais. Volume elevado, entrada institucional, escassez pós-halving e padrões clássicos de mercado criaram o ambiente perfeito para o novo recorde.

Mais do que marcar um topo, o movimento reforçou a maturidade do bitcoin como ativo financeiro global e deixou claro que, mesmo em um mercado mais sofisticado, os ciclos continuam se repetindo.

*Guilherme Fais é head de finanças da NovaDAX.

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