O futuro do trabalho e da internet passa pela Web 3.0: esteja preparado

O futuro do trabalho está cada vez mais ligado à internet, e sua nova fase pode impactar a forma que trabalhamos antes do que se imagina
Tecnologia blockchain tem participação ativa na Web 3.0, a nova fase da internet (imaginima/Getty Images)
Tecnologia blockchain tem participação ativa na Web 3.0, a nova fase da internet (imaginima/Getty Images)
Por Thata SaeterPublicado em 22/05/2022 10:00 | Última atualização em 22/05/2022 19:13Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Thata Saeter*

@thatasaeter

O desenvolvimento do ecossistema de criptoativos está permitindo a chegada de uma nova etapa da internet, conhecida como Web 3.0. Como em todos os momentos históricos, aqueles que conseguem entender rapidamente as mudanças e se empenham em aproveitar todo seu potencial devem surfar essa onda, assim como fizeram aqueles do início da internet.

É importante compreender que cada nova etapa da internet somente é possível a partir de determinado avanço tecnológico. Para chegarmos a Web 3.0 um caminho foi percorrido, começando ainda na década de 1990,  com a Web 1.0, período em que se desenvolveu toda uma infraestrutura e linguagens de programação, muitas delas, fundamentais no dia de hoje.

Já com a web 2.0, a partir de 2004, com os avanços na velocidade de conexão, meios de pagamento e logística para a distribuição e entrega de produtos, entramos em uma nova era, a das redes sociais, com os usuários compartilhando suas impressões de mundo, experiências com marcas e produtos. Apesar desta nova etapa da internet ter trazido contribuições importantes, como dar voz a milhões de pessoas, por outro lado, ocorreu uma forte centralização com o surgimento das chamadas Big Techs, gigantes de tecnologia, como o Facebook (hoje Meta).

(Mynt/Divulgação)

Por que a descentralização importa?

Ao longo dos últimos anos este modelo centralizado se mostrou frágil, com grandes corporações com o poder de censurar conteúdo dos usuários e utilizar seus dados sem consentimento. Neste modelo centralizado da Web 2.0, o usuário não tem propriedade quanto aos seus conteúdos e seus dados, algo que vem sendo o centro de discussões e até mesmo de políticas e regulamentações que se mostraram pouco eficientes.

Mas como disse, muito provavelmente não seria possível avançarmos para a Web 3.0 se não tivéssemos percorrido essa jornada e é a partir do surgimento do bitcoin e a evolução de um ecossistema de criptoativos em torno dele, que essa nova etapa da internet começou a ser construída, combinando iniciativas de descentralização e fortalecimento de comunidades, um arranjo que permite a distribuição de riscos, custos e captura de valor, entre plataformas e usuários.

O movimento de descentralização se tornou uma realidade, que traz uma série de desafios, mas também incríveis oportunidades. Essa é potencialmente uma etapa que devolve poder aos usuários, ao mesmo tempo que exige novas responsabilidades, como gerenciar a custódia dos próprios dados e um grau de envolvimento e participação da governança nas comunidades.

O futuro do trabalho e da internet passa pela Web 3.0, trazendo uma série de desafios e a necessidade de adaptação para profissionais das mais diversas áreas. Por uma perspectiva empreendedora, que busca sempre olhar para as oportunidades na inovação, acredito ser primordial encarar essa nova etapa da internet com espírito cooperativo e curiosidade. Neste momento podem estar se formando as bases de novos modelos de negócios e soluções com potencial, até mesmo, superiores aos vistos nas últimas décadas. Você já está se preparando para isso? Se ainda não, comece!

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