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Energia nuclear será usada por empresa para minerar criptomoedas nos EUA

Projeto faz parte de um centro de dados que vai ser lançado no estado da Pensilvânia e também terá serviços de computação em nuvem

Mineração de criptomoedas é uma atividade com alto consumo de energia (Bloomberg/Getty Images)

Mineração de criptomoedas é uma atividade com alto consumo de energia (Bloomberg/Getty Images)

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João Pedro Malar

23 de janeiro de 2023, 12h36

A empresa Cumulus Data concluiu na terça-feira, 17, a construção das instalações que deverão abrigar um dos primeiros centros de mineração de bitcoin nos Estados Unidos abastecido por energia nuclear, com a promessa de resolver o "trilema" ligado ao consumo de energia pela infraestrutura digital.

O projeto, iniciado em 2021, promete ser um "campus de centro de dados" e fica localizado no condado de Susquehanna, no noroeste da Pensilvânia. Ele é ligado diretamente a uma usina nuclear na mesma região e promete fornecer "energia barata, sem emissão de carbono e segura" para as operações em suas instalações.

Uma delas é a iniciativa conjunta com a empresa TeraWulf para lançar um centro de mineração de criptomoedas batizado de Nautilus Cryptomine. A ideia é criar uma operação de mineração de escala industrial que seja carbono zero, seguindo as regulações dos Estados Unidos sobre o tema.

Inicialmente, a operação contará com duas unidades de mineração que terão um uso de energia de 300 megawatts. A expectativa era que a primeira unidade já estivesse em operação no segundo semestre de 2022, mas o projeto acabou sendo adiado. A primeira instalação concluída oferecerá 48 megawatts para diferentes projetos a partir deste ano.

A iniciativa da Cumulus Data busca oferecer "vantagens competitivas e de valor significativas" para atividades voltadas para o mundo digital, incluindo serviços de computação em nuvem, ao mesmo tempo que lida com o desafio de oferecer energia barata, não poluente e segura para esses projetos, que costumam ser intensivos em energia.

"Chamamos isso de "trilema" que os consumidores de eletricidade para infraestrutura digital enfrentam, pois atualmente existem poucas opções no mercado que atendem a esses três requisitos ao mesmo tempo", explica a empresa.

A área de mineração de criptomoedas passou a ser criticada nos últimos anos devido ao seu uso de energia. A atividade costuma demandar computadores avançados e com consumo elevado, já que envolve a resolução de programas matemáticos avançados o mais rápido possível.

Muitos dos projetos de mineração inicialmente optaram por se instalar em locais com energia barata, mas cuja geração estava ligada a fontes mais poluentes, caso do petróleo e até do carvão. Porém, conforme as críticas se intensificaram, as empresas têm buscado alternativas mais sustentáveis.

Os próprios projetos de criptomoedas e blockchains também têm agido para reduzir seus impactos ambientais. É o caso da Ethereum, que reduziu seu custo energético em mais de 99% depois da atualização "The Merge", que substituiu seu mecanismo de consenso por um que exige menos poder computacional e, consequentemente, gasta menos energia.

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