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Empresário não se assusta com queda de 44% do ether e compra mais US$ 90 milhões

Companhia agora é dona de 4,7% de todas as unidades do criptoativo que existem no mundo

Tom Lee, presidente da Bitmine

Tom Lee, presidente da Bitmine

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 23 de junho de 2026 às 16h10.

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O empresário Tom Lee, presidente do conselho da empresa de capital aberto que mais possui criptomoedas ether em caixa, a Bitmine, não parece se importar com a criptomoeda perdendo quase metade do valor desde o início do ano. Enquanto o token registra queda de 44% em 2026, sua companhia adquiriu mais US$ 90,46 milhões no ativo.

Com a aquisição mais recente, a Bitmine agora detém 4,7% da oferta total da criptomoeda, de acordo com dados da plataforma de análise de blockchain Arkham Intelligence. São 5,7 milhões de unidades do token na tesouraria a um preço-médio de US$ 1.733 por criptoativo.

A posição da empresa no ETH equivale a US$ 9,39 bilhões e com mais US$ 597,8 milhões a Bitmine alcançará sua meta de ser dona de 5% de todos os tokens ether que existem no mundo. Lee reforçou que a meta deve ser atingida em algum momento ainda neste ano.

"Em nossa visão, os melhores anos para as criptomoedas ainda estão por vir. Espera-se que a tokenização e o rápido avanço da inteligência artificial ​​impulsionem um crescimento exponencial da demanda por blockchain e criptoativos descentralizados", afirmou o empresário, em nota ao mercado.

A empresa informou também que dos 5,7 milhões de ETH que possui, 4,7 milhões estão em staking, ou seja, bloqueados para validação da rede enquanto a empresa é remunerada por isso.

Nesta terça-feira, 23, às 16h07 (horário de Brasília), as ações da Bitmine caem 4,6%, a US$ 15,12 na bolsa de Nova York.

Quem é Tom Lee

Com uma carreira construída como analista financeiro em Wall Street, Lee é formado em administração pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia, com especialização em finanças e contabilidade.

Ele trabalhou por 15 anos como estrategista-chefe de ações no banco JP Morgan antes de fundar a Fundstrat e se tornar um analista independente por lá. Na época, ele foi um dos primeiros a reconhecer o valor das criptomoedas e incluir o bitcoin em suas análises.

Lee ingressou na Bitmine em junho de 2025, comandando a companhia em sua estratégia de migrar de mineradora de bitcoin para tesouraria de ether.

Na época, ele disse à CNBC que o mercado de stablecoins estava crescendo e o blockchain por trás do ETH era a infraestrutura que permitia esse avanço. “Por trás da indústria de stablecoins está o Ethereum — que é, na verdade, a espinha dorsal e a arquitetura dessas moedas; por isso, é importante criar um projeto que acumule Ethereum para, essencialmente, proteger a rede e exercer alguma influência sobre ela.”

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