Esporte

Relógios de luxo usados por astros do futebol ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões

Marcas exclusivas como Richard Mille, Patek Philippe, Hublot e Jacob & Co. tornaram-se símbolo de status e ferramentas de marketing para os principais atletas da modalidade.

Jogadores de futebol viraram ávidos colecionadores de relógios de luxo. (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.) (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.)

Jogadores de futebol viraram ávidos colecionadores de relógios de luxo. (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.) (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 19h44.

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RESUMO | Astros do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Neymar, Lionel Messi, Erling Haaland e Kylian Mbappé revelam forte paixão por relógios de luxo, acumulando coleções cujas peças mais valiosas podem ultrapassar a marca de R$ 10 milhões.


Mais do que simples acessórios para marcar o tempo, os relógios de luxo se transformaram em verdadeiras joias e em uma extensão da personalidade de grandes astros do futebol mundial.

Jogadores como Cristiano Ronaldo, Neymar e Lionel Messi acumulam coleções milionárias que chamam atenção não apenas pelo design extravagante, mas também pelos valores astronômicos, que podem superar a marca de R$ 10 milhões, segundo reportagem do Globoesporte.com.

Com o passar dos anos, o mercado de alta relojoaria estreitou laços com o esporte. Marcas tradicionais investem pesado em patrocínios e ações publicitárias — como a Hublot, presente nas placas de substituição de torneios organizados pela Fifa, ou a Rolex, muito associada à Fórmula 1, que atualmente é patrocinada pela Tag Heuer.

No caso de grifes altamente exclusivas como a Patek Philippe, adquirir uma peça exige muito mais do que alto poder aquisitivo: é necessário construir um relacionamento com a marca e cumprir acordos estritos, como o compromisso de não revender a peça por pelo menos três anos, garantindo preferência em lançamentos restritos.

Outras etiquetas preferidas pelos boleiros incluem a Jacob & Co. (frequentada por Neymar em suas folgas) e a Richard Mille, amplamente disputada por atletas e personalidades como o técnico Pep Guardiola.

Os relógios de luxo dos craques

  • Cristiano Ronaldo: Entre os itens mais exclusivos da coleção de CR7 está o Franck Muller Imperial Tourbillon, uma verdadeira obra de arte que combina 474 diamantes em corte baguete e 70 rubis posicionados lado a lado, sem base de ouro visível. O valor aproximado da peça é de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,2 milhões).
  • Neymar: O brasileiro é dono de uma das unidades do raríssimo Richard Mille RM 68-01 Tourbillon “Cyril Kongo”, relógio desenhado por um conceituado artista de rua que teve apenas 30 exemplares fabricados no mundo. O modelo está avaliado em US$ 2,1 milhões (cerca de R$ 10,7 milhões).
  • Lionel Messi: Conhecido por um estilo mais discreto no dia a dia, o argentino possui uma coleção dominada por modelos da Patek Philippe. Um de seus favoritos é o Grand Complications em ouro rosa, avaliado em US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 9,7 milhões).
  • Pep Guardiola: O técnico espanhol também exibe bom gosto e relógios de altíssimo padrão, com destaque para o Richard Mille RM 022 Tourbillon, avaliado em cerca de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,6 milhões).
  • Antoine Griezmann: O atacante francês é fã declarado da Rolex, tendo como seu modelo preferido o cobiçado Rolex Cosmograph Daytona "Rainbow", peça avaliada em cerca de US$ 600 mil (R$ 3 milhões).

O mercado bilionário da alta relojoaria

O mercado global de relógios de luxo consolidou-se como um dos setores mais lucrativos e resilientes do comércio de alto padrão, movimentando cifras impressionantes anualmente. De acordo com relatórios consolidados da indústria, como os levantamentos da Morgan Stanley e da LuxeConsult, o mercado total de relógios de luxo movimenta cerca de 52 bilhões de euros (aproximadamente R$ 317,2 bilhões), com avaliações que chegam a superar a faixa de US$ 84 bilhões (cerca de R$ 478,8 bilhões), dependendo da inclusão do dinâmico mercado secundário de peças usadas e vintage.

O crescimento do setor é impulsionado por um fenômeno estratégico de escassez controlada e valorização do ativo: embora o volume total de relógios suíços exportados tenha caído pela metade desde o ano 2000, o faturamento global quase triplicou no mesmo período.

A estratégia das grandes marcas passou a focar na produção de um menor volume de unidades, porém com preços unitários muito mais elevados e foco em exclusividade. No mercado secundário (pre-owned), o setor de seminovos movimenta sozinho dezenas de bilhões de dólares, impulsionado por colecionadores que encaram as peças como reservas de valor e investimentos patrimoniais.

A hegemonia das maiores marcas e o domínio da Rolex

O topo da cadeia da alta relojoaria mundial é extremamente concentrado. Apenas as principais marcas do setor respondem por mais da metade de todo o faturamento da indústria suíça. A liderança absoluta pertence à Rolex, que sozinha detém cerca de um terço de todo o mercado global:

  • Rolex: Faturamento estimado em 11 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 73,7 bilhões), detendo uma fatia de 33% de participação de mercado. No valor final de varejo, a marca movimenta mais de US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 79,8 bilhões).
  • Cartier: Faturamento de 3,48 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 23,3 bilhões), com 9% de share.
  • Audemars Piguet: Faturamento de 2,60 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 17,4 bilhões), com 6% de share.
  • Patek Philippe: Faturamento de 2,50 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 16,7 bilhões), com 7% de share.
  • Omega: Faturamento de 2,20 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 14,7 bilhões), com 6% de share.

Quanto custam os relógios mais caros das coleções dos craques?

Algumas peças exclusivas de astros como Cristiano Ronaldo e Neymar ultrapassam a faixa de R$ 10 milhões.

Quais marcas de relógios são as preferidas dos jogadores de futebol?

Marcas como Richard Mille, Patek Philippe, Jacob & Co., Hublot e Rolex estão entre as mais cobiçadas pelos atletas.

Qual é a exigência para comprar um relógio Patek Philippe?

Além de alto poder aquisitivo, os clientes precisam manter um relacionamento com a marca e assinar um acordo verbal de não revender o item por pelo menos três anos.

Quais jogadores atuam como embaixadores de marcas de relógios?

O francês Kylian Mbappé é embaixador da Hublot, enquanto o norueguês Erling Haaland representa a suíça Breitling.

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