Jogadores de futebol viraram ávidos colecionadores de relógios de luxo. (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.) (Reprodução / Instagram / Neymar Jr.)
Redator na Exame
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 19h44.
RESUMO | Astros do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Neymar, Lionel Messi, Erling Haaland e Kylian Mbappé revelam forte paixão por relógios de luxo, acumulando coleções cujas peças mais valiosas podem ultrapassar a marca de R$ 10 milhões.
Mais do que simples acessórios para marcar o tempo, os relógios de luxo se transformaram em verdadeiras joias e em uma extensão da personalidade de grandes astros do futebol mundial.
Jogadores como Cristiano Ronaldo, Neymar e Lionel Messi acumulam coleções milionárias que chamam atenção não apenas pelo design extravagante, mas também pelos valores astronômicos, que podem superar a marca de R$ 10 milhões, segundo reportagem do Globoesporte.com.
Com o passar dos anos, o mercado de alta relojoaria estreitou laços com o esporte. Marcas tradicionais investem pesado em patrocínios e ações publicitárias — como a Hublot, presente nas placas de substituição de torneios organizados pela Fifa, ou a Rolex, muito associada à Fórmula 1, que atualmente é patrocinada pela Tag Heuer.
No caso de grifes altamente exclusivas como a Patek Philippe, adquirir uma peça exige muito mais do que alto poder aquisitivo: é necessário construir um relacionamento com a marca e cumprir acordos estritos, como o compromisso de não revender a peça por pelo menos três anos, garantindo preferência em lançamentos restritos.
Outras etiquetas preferidas pelos boleiros incluem a Jacob & Co. (frequentada por Neymar em suas folgas) e a Richard Mille, amplamente disputada por atletas e personalidades como o técnico Pep Guardiola.
O mercado global de relógios de luxo consolidou-se como um dos setores mais lucrativos e resilientes do comércio de alto padrão, movimentando cifras impressionantes anualmente. De acordo com relatórios consolidados da indústria, como os levantamentos da Morgan Stanley e da LuxeConsult, o mercado total de relógios de luxo movimenta cerca de 52 bilhões de euros (aproximadamente R$ 317,2 bilhões), com avaliações que chegam a superar a faixa de US$ 84 bilhões (cerca de R$ 478,8 bilhões), dependendo da inclusão do dinâmico mercado secundário de peças usadas e vintage.
O crescimento do setor é impulsionado por um fenômeno estratégico de escassez controlada e valorização do ativo: embora o volume total de relógios suíços exportados tenha caído pela metade desde o ano 2000, o faturamento global quase triplicou no mesmo período.
A estratégia das grandes marcas passou a focar na produção de um menor volume de unidades, porém com preços unitários muito mais elevados e foco em exclusividade. No mercado secundário (pre-owned), o setor de seminovos movimenta sozinho dezenas de bilhões de dólares, impulsionado por colecionadores que encaram as peças como reservas de valor e investimentos patrimoniais.
O topo da cadeia da alta relojoaria mundial é extremamente concentrado. Apenas as principais marcas do setor respondem por mais da metade de todo o faturamento da indústria suíça. A liderança absoluta pertence à Rolex, que sozinha detém cerca de um terço de todo o mercado global:
Algumas peças exclusivas de astros como Cristiano Ronaldo e Neymar ultrapassam a faixa de R$ 10 milhões.
Marcas como Richard Mille, Patek Philippe, Jacob & Co., Hublot e Rolex estão entre as mais cobiçadas pelos atletas.
Além de alto poder aquisitivo, os clientes precisam manter um relacionamento com a marca e assinar um acordo verbal de não revender o item por pelo menos três anos.
O francês Kylian Mbappé é embaixador da Hublot, enquanto o norueguês Erling Haaland representa a suíça Breitling.