O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à Band, no Palácio da Alvorada (Ricardo Stuckert/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 18h48.
Última atualização em 30 de setembro de 2026 às 18h50.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu comparecer a um comício em Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira, 30, devido ao mau tempo na região. O ato em Minas Gerais era sua principal agenda de campanha na quarta, a quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais.
De acordo com a campanha de Lula, não houve teto para o helicóptero do presidente decolar em segurança do aeroporto da Zona da Mata para ir a Juiz de Fora em meio a uma forte chuva. O aeródromo fica a 48 km da cidade. O presidente decolou de Brasília rumo ao aeroporto mineiro por volta das 15h. Por volta das 18h, porém, sua comitiva partiu de volta para a capital.
Lula faria uma caminhada às 16h ao lado do candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias. Na sexta-feira, Lula deve voltar a Minas Gerais, desta vez a Belo Horizonte, para um ato de campanha.
A concentração da caminhada está marcada para as 14h, e seu início, para as 16h. O ato desta quarta-feira, em Juiz de Fora, foi mantido apenas com Patrus e candidatos ao Legislativo.
A campanha petista considera o desempenho em Minas Gerais estratégico para Lula, pois o estado é o segundo maior colégio eleitoral do país (depois de São Paulo). De acordo com a pesquisa da Quaest mais recente, publicada em 29 de setembro, Lula tem 35% das intenções de voto no primeiro turno, ante 31% de Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) tem 5%, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 3% cada.
Já no governo mineiro, Patrus deve passar ao segundo turno para enfrentar o senador Cleitinho (Republicanos), franco favorito na disputa. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 29, mostra o senador como líder na disputa do primeiro turno, com 37% dos votos. O petista aparece em segundo, com 18%. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), tem 9%, o governador Mateus Simões (PSD), 6% e Flávio Roscoe (PL), 5%.