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CME avalia criar sua própria criptomoeda, a "CME Coin", diz CEO

CEO diz que a Bolsa de Chicago avalia lançar sua própria criptomoeda para colateral tokenizado

Homens entram no escritório do CME Group em Nova York (Brendan McDermid/foto de arquivo/Reuters)

Homens entram no escritório do CME Group em Nova York (Brendan McDermid/foto de arquivo/Reuters)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 16h26.

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O CME Group, maior bolsa de derivativos do mundo, estuda lançar um ativo digital próprio que poderia operar em uma rede descentralizada. A possibilidade foi mencionada pelo CEO da empresa, Terry Duffy, durante a mais recente teleconferência de resultados, ao comentar a estratégia da companhia para ampliar o uso de colateral tokenizado nos mercados financeiros.

A declaração surgiu em resposta a uma pergunta de Michael Cyprys, do Morgan Stanley, sobre o papel da tokenização no futuro das margens. Duffy afirmou que o CME avalia diferentes formatos de colateral e destacou que ativos emitidos por instituições financeiramente relevantes tendem a gerar mais confiança.

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“Se você me desse um token de uma instituição financeira sistemicamente importante, eu provavelmente ficaria mais confortável do que com um token emitido por um banco de terceiro ou quarto nível”, disse. “Não estamos apenas olhando para cash tokenizado, estamos olhando para iniciativas com a nossa própria moeda.”

A CME já trabalha com o Google no desenvolvimento de uma solução de “dinheiro tokenizado”, prevista para ser lançada ainda neste ano. O projeto envolve um banco depositário que facilitará as transações. A “CME Coin” citada por Duffy, porém, parece ser uma iniciativa distinta, que poderia ser colocada em uma rede descentralizada para uso por participantes do setor.

A empresa não esclareceu se o eventual token funcionaria como stablecoin, ativo de liquidação ou outro tipo de instrumento. Ainda assim, os comentários de Duffy marcam a primeira vez que a CME menciona de forma explícita a possibilidade de emitir um ativo próprio operando fora de sistemas fechados.

A discussão ocorre enquanto o grupo amplia sua presença no mercado cripto. A CME prepara o lançamento de negociação 24 horas por dia para todos os seus futuros de criptomoedas e também planeja introduzir contratos futuros de cardano, chainlink e stellar. No ano passado, o volume médio diário de negociação cripto da empresa atingiu US$ 12 bilhões, com destaque para os contratos micro de bitcoin e ether.

Caso avance, o movimento não será inédito entre grandes instituições financeiras. O JPMorgan lançou recentemente depósitos tokenizados por meio da JPM Coin em uma rede de segunda camada da Coinbase, alterando a forma como transferências são feitas no ambiente institucional.

A eventual criação de um token da CME reforça a tendência de integração entre infraestrutura tradicional de mercado e tecnologias baseadas em blockchain, especialmente no uso de ativos digitais como colateral e instrumento de liquidação.

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