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Citi indica ETFs de bitcoin e ether a clientes alta renda

Recomendação vem em um momento no qual os fundos das duas criptomoedas registram saída de capital nas bolsas de valores dos EUA

Bitcoin e ether, as duas maiores criptomoedas do mundo (Yuriko Nakao/Getty Images)

Bitcoin e ether, as duas maiores criptomoedas do mundo (Yuriko Nakao/Getty Images)

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Publicado em 4 de novembro de 2026 às 09h36.

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O Citi Wealth passou a indicar fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin e ether à vista para clientes de alta renda. A novidade chega num momento de saques: em dois pregões, investidores tiraram cerca de US$ 1 bilhão dos ETFs de bitcoin nos Estados Unidos.

Só na segunda-feira (2), os ETFs de bitcoin e ether americanos tiveram saques de US$ 538 milhões. Os fundos, que permitem investir em cripto por uma conta de corretora, somavam US$ 111,3 bilhões naquele dia, segundo a SoSoValue.

O que diz o relatório do Citi?

O Citi Wealth publicou o relatório “Expanding the Investable Universe: Introduction to Crypto ETFs”. O documento é um guia de introdução e não anuncia fundo próprio do banco. Nele, o Citi apresenta os ETFs como a forma regulada, pela conta de corretora, de clientes com perfil adequado terem cripto ao lado de ações e títulos.

O banco cita regras mais claras, entrada de instituições e baixa correlação de longo prazo com os ativos tradicionais, ou seja, as criptomoedas não andam junto com esses mercados. O relatório também lista riscos e restrições de adequação ao perfil do cliente.

Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA tiveram saques de US$ 398,62 milhões em 2 de novembro, segundo a SoSoValue. Na sexta (30), investidores já tinham tirado US$ 643 milhões, um dia depois do ataque hacker de US$ 6,3 bilhões à Binance.

Quando o investidor resgata cotas, o gestor do fundo vende ou devolve o bitcoin correspondente. Isso coloca mais moedas à venda no mercado.

Os ETFs de ether tiveram saques de US$ 139,80 milhões em 2 de novembro, e a sequência de retiradas já vem desde o início de outubro.

Mesmo assim, o que saiu do bitcoin nos últimos dias equivale a cerca de 0,4% dos US$ 98,12 bilhões que esses fundos guardam. Só o IBIT, da BlackRock, teve resgate de US$ 405,3 milhões em um único dia, segundo o BeInCrypto.

Citi ainda não tem data para guardar bitcoin

O banco também prepara um serviço separado, de custódia. Em agosto, o Citi anunciou que a plataforma Custody+ passaria a guardar bitcoin para instituições ainda este ano.

Para Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, o Citi é o sexto entre os 29 maiores bancos do mundo com risco sistêmico, os “grandes demais para quebrar”, a ter serviço de custódia de bitcoin no ar ou anunciado. Ele diz que o JPMorgan avisou que, por ora, não vai oferecer o serviço.

Sigel também levantou uma hipótese, ainda sem confirmação, para o silêncio do banco.

“… o ataque à Binance na semana passada pode ser um dos motivos para o Citi não detalhar o cronograma. Ouvi dizer que o serviço já estava pronto para lançamento naquela semana”, afirmou.

O Citi não confirmou essa versão e segue dizendo publicamente que a previsão é “ainda este ano”. O BeInCrypto foi o primeiro a noticiar os planos de custódia do banco, em agosto.

Se o Citi marcar uma data antes de 31 de dezembro e os saques perderem força, dá para ver se Wall Street e os investidores voltam a andar na mesma direção.

*Matéria original escrita por Luís De Magalhães no BeinCrypto, portal parceiro da EXAME.

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