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Bradesco: o banco está no caminho certo para entregar um ROE pelo menos alinhado ao seu custo de capital nos próximos trimestres, diz Goldman (Eduardo Frazão/Exame)
Editora do Future of Money
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 09h30.
Começa a ser testada este mês a solução IDbra, de identidade digital em blockchain do Bradesco. Três agências foram escolhidas para os primeiros testes do projeto que busca utilizar a tecnologia para melhorar a experiência na jornada de crédito para usuários e empresas.
Divulgado com exclusividade à EXAME, um comunicado de imprensa explica que a IDbra foi desenvolvida com tecnologia blockchain e o foco inicial é na jornada de solicitação de cartões de crédito. Com a IDbra, a expectativa é que o processo se torne mais simples, rápido e aumente a taxa de conversão.
Em fase inicial, os testes ocorrerão em três agências do Bradesco selecionadas, que juntas concentram cerca de 40 mil clientes, segundo o comunicado. O objetivo dos testes é validar a funcionalidade e mensurar os resultados da nova tecnologia.
O Bradesco afirma que a iniciativa busca reforçar a segurança e privacidade dos dados, além de ganhos em eficiência e conversão. O banco estima que a taxa de adesão aos cartões de crédito possa ser até quatro vezes maior, já que boa parte dos abandonos acontece nas etapas de preenchimento dos dados. O tempo médio de solicitação do cartão também deve cair mais de 50% e aumentar o índice de aprovações.
“O Bradesco acredita que a confiança nas interações digitais será cada vez mais decisiva nas relações entre pessoas e empresas. Nesse contexto, a identidade digital é uma resposta a essa demanda crescente, um avanço que respeita a privacidade dos usuários e torna a experiência mais rápida, fluida e conveniente para o cliente”, afirmou Francesco Di Marcello, diretor executivo de tecnologia do Bradesco.
O executivo explicou que atualmente, processos como a solicitação de um cartão ou a contratação de um serviço exigem que o usuário preencha longos cadastros, crie senhas e forneça repetidamente as mesmas informações. A intenção é mudar isso com o IDbra.
“Ao concentrar as informações em credenciais validadas e autenticadas pelos mecanismos de segurança do Bradesco, o cliente passa a decidir o que deseja compartilhar com cada instituição, sem depender de registros fragmentados”, disse o executivo.
“Mais do que uma carteira digital, a nossa solução está sendo construída para ser uma plataforma robusta e escalável, capaz de lidar com diferentes tipos de credenciais, desde dados básicos, como nome e telefone, até informações financeiras e, futuramente, de saúde”, acrescentou.
Após os testes, a iniciativa pode evoluir para outras aplicações internas e externas, revelou o Bradesco. O banco quer que “cada vez mais clientes possam utilizar sua identidade digital em diferentes ecossistemas, com mais autonomia sobre suas informações e sem renunciar à privacidade”. Já as empresas podem “melhorar o atendimento, com menores custos e jornadas mais fluídas”, disse o comunicado,
Em entrevista à EXAME, Francesco di Marcello deu detalhes sobre o desenvolvimento da iniciativa, que foi feito em parceria com uma solução do mercado, e a escolha da tecnologia blockchain:
“Um fator fundamental na identidade digital descentralizada é a necessidade de confiança inerente no ecossistema. E a tecnologia de blockchain traz essa característica, sendo utilizada como infraestrutura para orquestrar identidades digitais de forma segura, interoperável e escalável, em um ecossistema aberto com múltiplos emissores, consumidores e desenvolvedores”, disse.
“Para proteger a confidencialidade, a credencial em si não está no blockchain, mas sim o token referente à credencial, e qualquer um desses atores pode confirmar na blockchain a autenticidade e imutabilidade da credencial que foi recebida e a confiabilidade de quem a emitiu”, acrescentou.
“Nesse contexto, a blockchain funciona como uma camada neutra de coordenação e confiança, que evita a centralização da solução em um único player, facilitando a governança compartilhada entre diferentes participantes e garantindo integridade, auditabilidade e rastreabilidade dos registros, sem expor dados sensíveis. Além disso, esse processo acelera a interoperabilidade ao usar padrões abertos de mercado, com o objetivo de agregar valor e melhorar ainda mais a experiência final do usuário, seja pessoa física ou jurídica”, concluiu o executivo à EXAME.
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