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Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 17h30.
O bitcoin entrou em uma nova fase de pressão após registrar na semana passada sua maior queda semanal desde março de 2025. O recuo de cerca de 11% levantou temores entre investidores sobre a possibilidade de um novo “inverno cripto”, mas a dinâmica histórica do ativo sugere que o movimento de baixa ainda pode ter espaço antes de encontrar um possível piso técnico.
Um dos principais referenciais observados pelo mercado é a média móvel de 200 semanas, indicador amplamente utilizado para medir o momentum de longo prazo do bitcoin. Em ciclos anteriores, esse nível marcou o fundo dos mercados de baixa. Atualmente, a média móvel de 200 semanas está em US$ 57.926, cerca de 25% abaixo dos preços recentes, o que chama a atenção de analistas para um possível alvo caso a pressão vendedora continue.
Nos mercados de baixa de 2015, 2019 e 2022, o bitcoin segurou esse nível ou voltou rapidamente a utilizá-lo como suporte. Em 2015, o ativo era negociado pouco acima de US$ 200 e respeitou a média como base. Em 2018 e 2019, o suporte ficou próximo de US$ 3 mil e novamente funcionou como referência, com exceção de uma quebra pontual durante o choque dos mercados em março de 2020. Já no ciclo mais recente, em 2022, o bitcoin caiu abaixo da média móvel de 200 semanas, atingiu níveis inferiores a US$ 22 mil e só voltou a recuperar essa linha em outubro de 2023.
Outro sinal técnico observado é a perda da chamada Ichimoku Cloud no gráfico semanal. Esse indicador é usado para medir tendência, suporte e resistência. Quando o preço está acima da nuvem, o mercado costuma indicar força compradora. A quebra para baixo, por outro lado, sugere enfraquecimento e maior risco de continuidade da queda. O bitcoin acabou de cruzar esse nível, movimento que historicamente marcou o início das fases mais prolongadas dos mercados de baixa.
O comportamento também segue, em parte, a lógica do ciclo de quatro anos do bitcoin, influenciado pelo halving, que reduz a emissão do ativo pela metade a cada período. Historicamente, o preço tende a atingir máximas no quarto ano do ciclo. Nesta rodada, o bitcoin alcançou um recorde de US$ 126 mil em outubro e, desde então, acumula queda próxima de 40%.
A combinação entre a perda da Ichimoku Cloud e a aproximação da média móvel de 200 semanas reforça a leitura de que o mercado pode atravessar uma fase mais longa de ajuste. Embora não haja garantias de repetição dos padrões passados, a média móvel de 200 semanas segue como o principal nível técnico observado como possível zona de estabilização.
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