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Bitcoin sobe 1,9% e chega aos US$ 79 mil apesar de queda das bolsas

Demanda compradora retorna conforme investidores se preparam para início das recompras de títulos de US$ 4 bilhões pelo Tesouro dos EUA

Representação do bitcoin (crédito: Erling Løken Andersen/Unsplash)

Representação do bitcoin (crédito: Erling Løken Andersen/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 10h52.

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O bitcoin opera em alta nesta quarta-feira, 9, e volta a atingir os US$ 79 mil apesar do desempenho negativo das bolsas internacionais. A alta marca um retorno da demanda compradora depois da correção recente, quando as criptomoedas foram pressionadas pelo aumento das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) irá elevar os juros nos Estados Unidos.

Por outro lado, é hoje que começam as recompras governamentais de títulos do Tesouro dos EUA a um total de US$ 4 bilhões por operação. O Departamento do Tesouro dos EUA, liderado pelo secretário Scott Bessent, ativou a medida extraordinária até 4 de novembro.

Hoje às 10h42 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1,9% em um período de 24 horas, cotado a US$ 79.169 por unidade.

Em relatório, a consultoria Vault Capital afirma que a intervenção do Tesouro dos EUA de agosto derrubou o juro por 48 horas e o mercado devolveu tudo.

"Se desta vez segurar, alivia a pressão sobre o risco e tira a 'urgência' da alta de juros. Se não segurar de novo, reforça a leitura de que o problema não é liquidez, é confiança, e essa é justamente a tese que levou ouro e bitcoin para cima em agosto", afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.

Usando análise técnica, a Vault diz que o nível dos US$ 78 mil está em teste agora para o bitcoin. "Os US$ 80 mil seguem como resistência de curto prazo. Enquanto isso, a máxima de maio em US$ 82,5 mil continua como o nível estrutural, só que mais longe do que estava na semana passada", avalia.

ETFs têm dia de saída de capital

Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 46,6 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Com isso, foi interrompida a sequência de três pregões com entrada de capital.

O maior alvo do fluxo vendedor foi o GBTC, da gestora Grayscale, com US$ 65,5 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi negativo em US$ 24,3 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 72 para os 74 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto ainda é o de “ganância”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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