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Editor do Future of Money
Publicado em 9 de junho de 2026 às 11h02.
O bitcoin opera em queda nesta terça-feira, 9, voltando a sofrer com pressão vendedora depois da tentativa de recuperação no dia anterior. Na véspera, houve a segunda retirada líquida de capital consecutiva de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista nos Estados Unidos.
Isso demonstra que os investidores continuam cautelosos com a criptomoeda mesmo depois da queda até os US$ 59 mil ocorrida no final da semana passada. Especialistas ouvidos pelo site Coindesk dizem que todos os movimentos de alta do BTC até voltar aos US$ 80 mil serão vistos apenas como “repiques de alívio” e não como uma recuperação sustentada.
Às 10h55 (horário de Brasília), o bitcoin cai 2,1% em 24 horas, a US$ 62.353.
Usado para medir o sentimento do mercado, o índice Fear & Greed das criptomoedas apurado pelo CoinMarketCap oscilou novamente para baixo, aprofundando-se na zona de “medo extremo”, aos 15 pontos. Ontem, o valor do indicador estava em 16 pontos.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, o bitcoin segue pressionado no curto prazo após encontrar uma forte resistência na região dos US$ 64 mil e os sinais gráficos não são animadores para o criptoativo.
“O fato do ativo continuar negociando abaixo das médias móveis de 50, 100 e 200 dias reforça um viés mais pessimista no mercado neste momento”, afirma Herrera. Para ele, a faixa dos US$ 64 mil será o primeiro grande teste para o BTC. Se superar, pode aliviar a pressão baixista e melhorar o sentimento do mercado. Do contrário, será difícil acreditar em altas mais fortes até os patamares de maio.
Ontem foi mais um dia de saída de capital dos ETFs de bitcoin à vista que são negociados nas bolsas de valores dos EUA. Foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 91,4 milhões neste tipo de fundo, depois da retirada líquida de US$ 325,7 milhões no pregão da sexta-feira, 5.
O único alvo da retirada de recursos foi o IBIT, ETF de bitcoin da BlackRock, com US$ 232,9 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Fabricio Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin, destaca que com o saldo negativo de ontem o mercado inicia a quinta semana consecutiva de fluxos líquidos de saída de capital, acumulando mais de US$ 5,4 bilhões em retiradas nas últimas quatro semanas. Isso significa que este é o pior período desde o lançamento desses produtos nos EUA.
Por outro lado, Tota aponta que a intensidade das saídas parece estar diminuindo. “Nas últimas semanas, vimos diversos dias com retiradas entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões. Comparativamente, o fluxo mais recente foi significativamente menor, o que pode indicar um enfraquecimento gradual da pressão vendedora nesses instrumentos”, avalia.
Do lado das criptomoedas menores do que o bitcoin, a correlação com o benchmark do mercado continua elevada, mas o desempenho tem sido levemente superior no curto prazo, destaca Tota.
“Isso pode ser observado pela dominância do bitcoin [comparação do valor de mercado do ativo em relação à capitalização total de todos os outros criptoativos], que recuou de 58,93% para 58,6%”, diz.
Hoje, o ether cai 0,7%, a US$ 1.675; o BNB (token da Binance Smart Chain), tem queda de 0,8%, a US$ 596,03; o XRP registra perdas de 0,3%, a US$ 1,16; e a solana recua 1%, a US$ 66,08.
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