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Bitcoin volta aos US$ 79 mil, mas segue positivo com cenário macro

Criptomoedas devolvem parte dos ganhos do dia anterior, quando o resultado das eleições de meio de mandato dos EUA derrubou os preços do petróleo e trouxe apetite por risco

Representação do bitcoin (crédito: Michael Förtsch/Unsplash)

Representação do bitcoin (crédito: Michael Förtsch/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 5 de novembro de 2026 às 11h41.

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O bitcoin opera em alta em um período de 24h, mas está de novo abaixo dos US$ 80 mil depois de chegar a subir mais de 4% ontem. A alta veio conforme o preço do petróleo despencou 8% diante do resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Um dos motivos reconhecidos pelo governo norte-americano para a derrota sofrida contra a oposição democrata é a guerra do Irã. A impopularidade do conflito torna mais provável que o presidente Donald Trump seja pressionado a aceitar um acordo para encerrar a guerra. Isso reduziria o preço dos combustíveis e, consequentemente, haveria menos pressão na inflação.

Às 11h36 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1% em um período de 24 horas, cotado a US$ 79.208.

Segundo Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, a queda nos preços do petróleo e a valorização das bolsas dos EUA depois das eleições impulsionou o bitcoin, que também teve sinais positivos no campo institucional. Os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista das bolsas noter-americanas voltaram a registrar entrada de capital após três pregões seguidos de fluxo negativo.

Por outro lado, Cheung considera que dados mais amplos do mercado sugerem que a recuperação ainda não conta com um fluxo expressivo de novos capitais. "Embora o volume de negociação de futuros de criptomoedas tenha aumentado 15%, para US$ 244 bilhões, o open interest [número de contratos de derivativos não exercidos ou liquidados] avançou apenas 1%, para US$ 139,9 bilhões", comenta.

Na opinião do executivo, isso sugere que boa parte da alta foi impulsionada pelo fechamento forçado de posições vendidas, à medida que investidores que apostavam na queda foram liquidados, e não pela entrada significativa de novas posições compradas.

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 74,6 milhões nos ETFs de bitcoin à vista dos EUA, interrompendo uma sequência de três pregões de fluxo negativo.

O maior alvo do fluxo comprador foi o FBTC, da gestora Fidelity, com US$ 236,7 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 53 milhões, interrompendo uma sequência de sete pregões com saída de capital.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 40 para os 42 pontos desde a véspera. Assim, o sentimento do mercado se mantém na zona considerada "neutra".

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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