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Adoção em massa da tokenização depende de bancos, diz executivo da XDC

Impulso do setor financeiro tradicional para um 'efeito Pix' e norma específica da CVM podem fazer o mercado decolar

 (Reprodução/Reprodução)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 11 de maio de 2026 às 16h35.

Última atualização em 11 de maio de 2026 às 16h37.

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Para a tokenização de ativos deixar de ser um negócio de nicho e se transformar em modalidade de investimento massificada, os bancos precisam entrar de cabeça neste setor e as regras regulatórias devem ser mais claras. A opinião é de Diego Consimo, líder para América Latina do blockchain XDC Network.

A XDC é a rede mais utilizada no Brasil para tokenizar produtos financeiros, segundo a empresa de análise RWA Monitor. O blockchain criado em Singapura é responsável por 59% do volume total captado em tokenização no Brasil sem contar ofertas privadas, e por 55,5% quando se contam essas ofertas.

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“Não conseguimos ter adoção em massa de nenhum tipo de tecnologia financeira sem os bancos. Os bancos são essenciais”, afirma Consimo. Usando o exemplo do Pix, o executivo aponta que a ferramenta de pagamentos instantâneos só decolou tão rápido porque logo ficou disponível em todo o sistema bancário.

"Na tokenização, a parte de todo mundo começar a ter acesso, o varejo mesmo, acho que só virá quando tivermos clareza regulatória para os bancos começarem a fazer essa distribuição a seus clientes”, defende.

Consimo avalia que a inclusão das regras para tokens de ativos financeiros na resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que trata de ofertas de crowdfunding foi um avanço em termos de segurança jurídica, mas não é o bastante. “Teve aumento dos limites de emissão, o que está facilitando bastante, mas ainda falta uma regulação mais clara.”

Exportação do juro brasileiro

Em termos de oportunidades para as tokenizadoras brasileiras, Consimo destaca a distribuição de títulos para investidores estrangeiros. Os juros pagos no Brasil mesmo para dívidas de baixo risco são bastante elevados em comparação com títulos estrangeiros.

Assim, há oportunidade em conectar o abundante capital estrangeiro com a necessidade de financiamento de negócios locais por meio da venda de títulos tokenizados a investidores.

“Esse é um dos meus objetivos também dentro da XDC: ajudar meus parceiros na distribuição internacional de ativos brasileiros”, revela.

XDC no Brasil

Além da XDC ser líder no Brasil, o blockchain também tem o país como seu maior mercado globalmente. De acordo com Consimo, 81% do volume global do protocolo está no Brasil.

O executivo diz que o avanço da rede no país se deu por meio da construção de parcerias com tokenizadoras como VERT e Liqi. A combinação de velocidade da XDC com custos baixos ajudou essas companhias a se adotarem a tecnologia.

“A rede XDC faz duas mil transações por segundo de forma estável. Então, hoje com US$ 10 você faz milhares de transações dentro da rede XDC”, afirma Consimo.

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