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6 riscos para os investidores de criptomoedas do Brasil em 2026

Fraturas geopolíticas encabeçam a lista dos riscos que podem impactar criptomoedas este ano, aponta relatório da Moody's

 (Reprodução/Reprodução)

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Cointelegraph
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Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12h00.

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Os investidores de criptomoedas brasileiros estão entre os que podem ser impactados em 2026 por seis riscos relacionados à liquidez nos mercados, segundo relatório divulgado esta semana pela Moody’s.

Segundo a agência global de classificação de risco de crédito, o acesso a empréstimos deve atravessar seis possíveis cenários turbulentos ao longo do ano, que historicamente impactam o preço do bitcoin e das altcoins.

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Para a Moody’s, as fraturas geopolíticas encabeçam a lista, à medida que a polarização política se torna uma característica duradoura do cenário geopolítico, há um risco crescente de um evento específico desencadear choques que rapidamente se espalhariam pelos mercados de crédito por meio de prêmios de risco mais elevados e estresse financeiro.

Na semana passada, por exemplo, investidores brasileiros retiraram R$ 9 milhões de fundos de criptomoedas, durante o período com maior pressão vendedora desde novembro.

O movimento ocorreu na esteira da eliminação dos ganhos de 2026 do bitcoin, manutenção da tendência de baixa com suporte de US$ 84 mil do rei das criptomoedas e incertezas vindas do Japão, além de tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajudaram a jogar o bitcoin em um terreno incerto.

O relatório da agência de risco também pontuou que os temores da inflação estão de volta. O que representa outro catalisador de aversão a mercados como o de criptomoedas. Segundo o estudo, em um ano em que haverá uma transição de liderança no Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, caso a tendência de queda da inflação seja interrompida ou revertida, existe o risco de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas, impulsionando a volatilidade dos rendimentos e distorcendo os preços do crédito.

Historicamente associado aos movimentos de índices acionários como S&P 500 e Nasdaq, o Bitcoin pode ainda apresentar volatilidade a partir de movimentos corretivos de ações de inteligência artificial (IA). Segundo a Moody’s, uma correção tecnológica baseada em IA atingiria startups , semicondutores, ativos de data center e imóveis comerciais (CRE, em inglês) de hubs de tecnologia. Isso poderia também provocar um aperto das condições de financiamento e um enfraquecimento do crescimento econômico.

A sondagem acrescentou que o choque de produtividade da IA impulsiona perda de empregos, já que ganhos rápidos de eficiência impulsionados pela IA podem desencadear demissões em larga escala de funcionários administrativos, enfraquecendo a demanda e as receitas fiscais, ao mesmo tempo em que sobrecarregam as finanças públicas e aumentam a instabilidade social e política.

Mercados como o de criptomoedas ainda tendem a ser contagiados pelo estresse no crédito. Nesse caso, o estudo destacou que uma queda generalizada na qualidade dos ativos revela fraquezas estruturais no crédito privado, juntamente com recuperações menores. O contágio por meio de seguradoras, bancos e fundos híbridos pode aumentar os prêmios de risco de forma mais ampla, à medida que o apetite pelo risco dos investidores diminui.

Outro risco é o pico dos rendimentos soberanos. Para a Moody’s, as fragilidades fiscais e necessidades recordes de refinanciamento estão elevando os prêmios e acentuando as curvas nas principais economias avançadas (EAs). Uma pressão persistente sobre o rendimento restringiria as condições financeiras e impactaria o crescimento global.

Ouro

Na contramão dos riscos que ameaçam o Bitcoin, o ouro continua se valorizando. Na avaliação de John Murillo, diretor de negócios da B2Broker, fornecedora global de soluções fintech para instituições financeiras, o ouro foi favorecido na semana anterior por uma combinação extraordinária de riscos, incluindo fatores monetários, fiscais e geopolíticos.

Muitos de nós sabemos que o ouro possui uma desvantagem relevante em comparação com ativos tradicionais voltados à geração de renda: ele não oferece cupons nem dividendos, destacou.
Segundo ele, por esse motivo, os ciclos anteriores de alta do ouro tenderam a ser relativamente limitados no tempo.

Desta vez, porém, a situação é diferente. Não apenas a Casa Branca mantém uma agenda geopolítica excepcionalmente ativa — que inclui questões como o status da Groenlândia —, como também existe um processo judicial inesperado envolvendo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Em conjunto, esses fatores aumentam de forma significativa a atratividade do ouro, avaliou.
Para o executivo, como resposta, diversos bancos centrais e investidores institucionais ao redor do mundo continuam acumulando ouro físico de maneira disciplinada e não especulativa, o que torna essa tendência resiliente ao ruído de curto prazo dos mercados.

Ainda assim, é difícil quantificar esse notável movimento de alta. Por trás dele, observa-se uma reação psicológica claramente perceptível por parte dos traders diante de uma ampla gama de riscos decorrentes de eventos disruptivos, os quais são extremamente difíceis de mensurar e, portanto, de incorporar em projeções confiáveis baseadas em dados, explicou.

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