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Frio atípico mata bezerros nos EUA e preço da carne deve aumentar

No início do ano, a massar de ar gelada dizimou animais mais jovens; depois, uma seca e um calor intenso anteciparam o abate

Um mercado pouco conhecido sinaliza que os altos preços da carne bovina devem permanecer por enquanto.

Bezerros de confinamento são animais que ainda não foram engordados com milho para abate. Os preços desses animais no mercado futuro subiram para o nível mais alto desde março de 2016 em Chicago. Os ganhos seguem uma pesquisa segundo a qual o rebanho dos Estados Unidos encolheu 1,3% em relação ao ano anterior.

Clima rigoroso e ração cara contribuíram para a tendência, e o frio atípico matou bezerros no início do ano. A recente seca e aumento das temperaturas para nível recorde também levaram pecuaristas a antecipar o abate de animais.

Com isso, consumidores podem esperar preços ainda mais altos da carne bovina, que também subiu no último ano devido a interrupções causadas pela pandemia nas cadeias de suprimento.

Isso também significa que frigoríficos como Tyson Foods, que têm desfrutado de margens recordes da carne bovina devido aos problemas, terão que pagar mais pelo gado.

Pecuaristas dos EUA têm se queixado ao governo de Washington de que os frigoríficos capturam uma parcela desproporcional dos lucros. Agora, o setor pode recuperar o poder de barganha reduzindo o número de animais disponíveis para venda.

“Todo o resto igual, a oferta de gado mais baixa historicamente tem sido um fator negativo para frigoríficos como a Tyson”, disseram analistas do JPMorgan Chase como Ken Goldman em relatório na segunda-feira.

Os futuros do chamado “feeder cattle” para entrega em setembro subiram até o teto de negociação de 3 centavos, para US$ 1,6555 por libra-peso em Chicago, o maior nível desde 17 de março de 2016.

A Tyson não quis comentar, citando o período de silêncio antes da divulgação do balanço.

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