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Sob pressão, indústria de pele aposta em boas práticas para limpar imagem

Poucos produtos sofreram uma implosão de imagem maior do que as peles. Outrora um símbolo de status para os ricos, estrelas do rock e realeza, tornaram-se cada vez mais estigmatizados
 (Getty Images/CSA Images)
(Getty Images/CSA Images)
Por Por Irina Anghel e Angelina Rascouet, da Bloomberg BusinessweekPublicado em 15/01/2022 08:00 | Última atualização em 14/01/2022 18:37Tempo de Leitura: 6 min de leitura
CAPA DO DIA_15_home_pele_moda

(CSA Images/Getty Images)

Poucos produtos sofreram uma implosão de imagem maior do que as peles. Outrora um símbolo de status para os ricos, estrelas do rock e realeza, tornaram-se cada vez mais estigmatizados, uma moda sinônimo de sofrimento animal e ostentação de riqueza.

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E, no entanto, ao longo de décadas de protestos públicos, boicotes corporativos e ativismo vegano, a indústria se arrastou, graças aos compradores chineses de vison e à tendência global de enfeites de pele em capuzes de parcas do ártico. Agora, a indústria de US$ 25 bilhões está buscando redenção, argumentando que as peles têm seu lugar de direito na era da sustentabilidade e do consumo criterioso.

A proposta chama-se Furmark, programa de certificação que visa garantir o bem-estar animal e a sustentabilidade em todas as etapas da cadeia de suprimentos e, em última análise, trazer o negócio de peles de volta. Consumidores conseguem rastrear a fazenda onde um vison, raposa ou zibelina foram mantidos e onde a pele foi posteriormente tingida e usada, fornecendo um nível de garantia de que a criação de animais e os padrões ambientais foram mantidos da melhor maneira possível.

A Furmark (que não deve ser confundida com a placa gráfica de computador com o mesmo nome) pode vir a ser o último suporte para uma indústria derrotada por proibições comerciais, suscetíveis marcas de moda e um público sensibilizado com o bem-estar dos animais. A fabricante de vestuário Canada Goose disse que vai parar de usar peles em todos os seus produtos até o final deste ano. Este também é o último ano em que a varejista Saks da 5ª. Avenida em Nova York irá comercializar produtos com peles.

A oposição à pele tornou-se parte do tendência política dominante. Israel foi o primeiro país a interromper as vendas de peles, em 2021, com algumas exceções para roupas religiosas. Legisladores franceses adotaram um projeto de lei em novembro que proíbe fazendas de criar animais exclusivamente para uso exploratório de suas peles. A Itália, lar da forte marca Fendi – cujo logotipo duplo F significa “Fun Fur” (Pele é Bom) – anunciou em dezembro que está proibindo a criação para a exploração de peles. O Reino Unido pode ser o próximo: o governo, que já proibia a criação de animais para utilização das peles há 20 anos, está analisando uma lei que proibiria todas as vendas e importações de produtos feitos com peles animais.

A Furmark deveria combater tudo isso, mas logo após seu lançamento em setembro, começaram os problemas. O conglomerado de luxo Kering SA, inicialmente apoiador, anunciou que todas as suas marcas, que incluem Gucci e Yves Saint Laurent, deixarão de usar peles. A revista Elle seguiu, proibindo a exibição de peles em suas 45 edições globais.

“A batalha parece estar perdida, pelo menos no Ocidente”, diz Frédéric Godart, professor associado de comportamento organizacional da Insead, a escola francesa de negócios. “A questão em torno da pele não é se ela é sustentável. A questão é a pele propriamente dita.”

A Federação Internacional de Peles, órgão de governança que supervisiona o comércio de peles em mais de 50 países, reconhece que está demorando para iniciar um programa de certificação. A Furmark é, na verdade, a segunda tentativa de autopoliciamento da indústria: a primeira, em 2007, não cobriu toda a cadeia de suprimentos nem estabeleceu padrões que fossem além das regras nacionais de bem-estar.

Um protagonista importante permanece, pelo menos parcialmente, ausente do programa atual: a China, o maior exportador de peles do mundo. O Fórum Financeiro Internacional conseguiu trazer fabricantes, cortadores e tintureiros chineses a bordo, mas não as fazendas, porque a China não se conformava com as inspeções independentes das operações. Esse é um grande problema para a Furmark, porque grande parte da preocupação do público gira em torno das condições de criação e manejo dos animais.

Todos os produtos com o rótulo Furmark são feitos de animais selvagens ou criados em fazendas de produtores que aderem à bem definidos. programas de bem-estar. E os cortadores que preparam as peles, e os tintureiros deverão passar por testes de sustentabilidade, emissões, uso de produtos químicos e segurança. Cada item recebe um código alfanumérico que traça sua jornada da gaiola ao casaco.

Os fabricantes de peles estão tentando usar o argumento de sustentabilidade do setor como uma arma contra um rival importante: as peles artificiais, que geralmente são feitas de materiais sintéticos que têm sido criticados por adicionar micro plásticos que se acumulam nos oceanos. “Não consigo pensar em um material ou produto que seja mais sustentável do que um casaco de peles” que é passado das avós para as netas, diz Aron Liska, cuja marca familiar austríaca de peles de luxo Liska, fundada em 1947, faz parte da Furmark.

Os membros do Fórum Financeiro Internacional têm pouca escolha a não ser adotar o novo código de conduta: aqueles que não o fazem são expulsos da organização. Os criadores que se recusarem a atender aos padrões da Furmark serão excluídos das casas de leilões onde as peles são vendidas.

Mark Oaten, diretor executivo do IFF, reconhece o difícil caminho pela frente. Estabelecer a Furmark no meio de  caçadores, criadores e varejistas é uma coisa, mas torná-la um emblema reconhecível para os consumidores será o próximo desafio, diz ele. E depois há a questão da ampla resistência às peles por causa de sua associação com uma elite ociosa que coloca o prestígio pessoal sobre o bem-estar animal. “É verdade que existe um grupo de consumidores que se opõe às peles, por mais sustentável que sejam”, diz Oaten. “Algumas pessoas nunca vão comer carne e outras nunca vão viajar de avião. Todo mundo tem suas escolhas, e eu respeito tudo isso.”

O mercado global de peles mostrou que é capaz de lidar com as adversidades. A indústria cresceu cerca de 40% nos últimos 15 anos, apesar da forte queda na Europa. Isso se deve à China, onde o mercado de peles cresceu mais de cinco vezes desde 2006.

Quando a Dinamarca, anteriormente a maior produtora de vison do mundo, ordenou a morte de mais de 15 milhões de visons de seus criadouros por causa da mutação do Covid-19 em 2020, criadores na Finlândia e no Canadá rapidamente intervieram. Criadores que dependem das peles, entendem o padrão Furmark como uma ferramenta para se separar da imagem de dinheiro e crueldade que há muito assombra o comércio de peles, enquanto atualizam os principais produtos ao longo de sua trajetória.

“Nosso produto precisa ser reinventado, reinterpretado”, diz Cesare Gavazzi, CEO da casa de peles italiana Fureco, que faz parte da Furmark. “Mas, antes de tudo, precisa ser novamente aceito.”

Tradução de Anna Maria Dalle Luche.

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