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Projeto de iluminação inteligente na Unicamp prevê redução de até 70% no consumo de energia

Parceria com a TIM utiliza IoT para aliar sustentabilidade, eficiência energética e redução de custos no campus em Campinas; Ideia é servir de modelo para outras cidades brasileiras

O campus da Unicamp é hoje considerado o maior programa acadêmico de sustentabilidade energética da América Latina e abriga 24 subprojeto (Divulgação)

O campus da Unicamp é hoje considerado o maior programa acadêmico de sustentabilidade energética da América Latina e abriga 24 subprojeto (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 17h30.

Como tornar uma universidade mais inteligente e sustentável? A Unicamp, em Campinas, acaba de iniciar um projeto de iluminação pública conectada à rede Internet das Coisas (IoT) que prevê reduzir em até 70% o consumo de energia do campus e consequentemente, seu impacto ambiental e custo.

O projeto em parceria com a TIM Brasil tem inauguração prevista para março e contempla a instalação de mais de 2.600 pontos de iluminação equipados com luminárias LED de alta eficiência e sensores inteligentes.

A tecnologia foi desenvolvida pela operadora, em parceria com a M2M, e é o primeiro contrato da empresa de telecomunicação com uma instituição de ensino mirando este tipo de solução.

Segundo a universidade, a iniciativa faz parte de uma série de ações voltadas à eficiência energética, mobilidade elétrica, geração de energia renovável e transição energética e a ideia é replicar o modelo em outras cidades brasileiras.

O sistema de telegestão permitirá monitoramento remoto, controle individualizado das luminárias e medição em tempo real do consumo energético através da Plataforma NOX Manager.

Paulo Humberto Gouvea, Diretor de Soluções Corporativas da TIM Brasil, destacou que a TIM tem experiência na habilitação de projetos para cidades inteligentes: "A parceria reforça o quanto acreditamos no uso da tecnologia em prol da eficiência e sustentabilidade para as universidades do país", afirmou.

No total, a operadora já comercializou mais de 400 mil pontos de iluminação inteligente no Brasil.

Campus como laboratório vivo

Para Luiz Carlos Pereira da Silva, professor e coordenador do Campus, a implementação reforça a liderança da universidade em pesquisa aplicada e inovação em infraestrutura urbana.

"Com este projeto, ampliamos nossa missão de transformar o campus em um laboratório vivo para o Brasil, América Latina e Caribe, integrando tecnologias que aprimoram a gestão da cidade universitária e inspiram soluções para pequenos e médios municípios", destacou.

O Campus Sustentável é hoje considerado o maior programa acadêmico de sustentabilidade energética da América Latina e abriga 24 subprojetos e já gera cerca de R$ 15 milhões anuais em economia pela redução dos gastos com eletricidade.

Além da economia de energia, a nova infraestrutura está preparada para integrar outras soluções de segurança e monitoramento. O sistema poderá receber câmeras, radares de tráfego e sensores ambientais capazes de medir níveis de poluição sonora e do ar, além de identificar disparos de arma de fogo. A M2M será responsável pelo fornecimento e integração desses sensores.

Para Umberto Napolitano, head de Vendas Corporativas Governamentais da TIM, a iniciativa reforça que a empresa está preparada para apoiar a agenda de inovação e sustentabilidade da administração pública.

Modelo para cidades inteligentes

O desenvolvimento e implantação do projeto conta com parceria da GHM Solutions e suporte na criação do Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro (CPIIC), realizado em Campinas em 2025 e que se destaca como o maior encontro de gestores municipais com o setor privado e academia para troca de conhecimento sobre o tema.

A iniciativa também tem parceria institucional com o Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (CPTEn) e o Centro Paulista de Inovação em Iluminação Pública (CEPIL), visando ampliar os resultados para municípios e políticas públicas.

Além disso, é financiado através de convênio com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), dentro do Plano de Aplicações de Recursos do PROCEL.

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