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Prédio corporativo é o primeiro do Brasil a usar 'concreto do futuro' e quer reduzir emissões

Empreendimento em Maringá (PR) usa madeira engenheirada como alternativa de baixo carbono à construção tradicional e aposta em um ecossistema urbano que une inovação e sustentabilidade

Com madeira engenheirada em parte da estrutura, prédio busca equilibrar bem-estar, inovação e sustentabilidade (Divulgação)

Com madeira engenheirada em parte da estrutura, prédio busca equilibrar bem-estar, inovação e sustentabilidade (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 06h00.

Última atualização em 11 de agosto de 2026 às 09h59.

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A construção civil é um dos setores mais intensivos em carbono e o concreto, material mais usado no mundo depois da água, carrega boa parte dessa conta ambiental.

Produzir cimento, seu principal insumo, responde por cerca de 7% das emissões globais de gases de efeito estufa e torna essa indústria o segundo setor mais poluente do mundo, atrás apenas do siderúrgico.

É nesse cenário que a incorporadora PRC está construindo o [grifar]primeiro edifício corporativo do Brasil a usar madeira engenheirada dentro de um "ecossistema urbano".

O projeto foi apresentado na COP30 como case de inovação e sustentabilidade na construção civil, e a empresa usa o termo "concreto do futuro" para descrever o material que estrutura o empreendimento de baixo impacto. 

A aposta da PRC segue uma tendência que vem ganhando espaço como alternativa sustentável: a madeira engenheirada, produzida a partir de florestas manejadas de forma responsável, permite o armazenamento de carbono ao longo do ciclo de vida das edificações e pode contribuir para a redução de até 14,5% das emissões de gases de efeito estufa da construção civil.

Segundo o Urbem, Instituto de Urbanismo e Estudos para Metrópole, a adoção do material apresenta um sequestro de carbono 4,6 vezes superior às emissões geradas na sua própria fabricação.

A tecnologia também está associada a menor consumo energético na produção e ao melhor desempenho térmico dos edifícios, o que reduz a necessidade de climatização artificial e amplia a eficiência energética durante a operação.

Um prédio, um ecossistema urbano

O Office Cidade Aruna integra o Cidade Aruna, projeto urbano que combina moradia, trabalho, serviços e áreas verdes em um mesmo território, com o objetivo declarado de reduzir deslocamentos e promover um modelo de cidade mais integrado e inteligente.

Com 25 pavimentos e mais de 23 mil m² de área construída, o empreendimento terá cerca de 120 unidades comerciais distribuídas em seis tipologias de plantas, além de espaços de uso compartilhado como coworking, salas moduláveis, restaurante, rooftop e áreas de convivência.

Apesar do apelido de "concreto do futuro", a madeira engenheirada não é o material predominante da obra: ela estará presente em aproximadamente 13% da área construída do edifício, em um sistema misto que combina soluções convencionais e inovadoras, segundo a empresa.

O material será aplicado em elementos estruturais, como pilares, vigas e lajes. Nas áreas de descompressão, aparecerá em detalhes de forro. Já nos cinco últimos pavimentos, vai compor lajes e forros, reforçando a identidade arquitetônica do prédio. O maior protagonismo da madeira fica reservado ao rooftop, concebido como espaço de permanência e que contará com um ativo gastronômico aberto à visitação.

Para o CEO da PRC Empreendimentos, Raphael Ferreira, o projeto reflete uma mudança mais ampla no setor, que busca equilibrar o bem-estar, a inovação e com cada vez menor impacto ambiental.

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