Energia solar: setor firma parceria internacional para financiar projetos

Associação que representa fornecedores assina memorando de entendimento com entidade ligada aos governos da Alemanha, do Reino Unido e dos Estados Unidos

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a C40 Cities Finance Facility (CFF) firmaram um memorando de entendimento para financiar projetos de geração solar. A CFF é uma entidade formada pelos governos da Alemanha, dos Estados Unidos e do Reino Unido para auxiliar cidades do hemisfério sul a desenvolver projetos de energia limpa. Atualmente, a organização mantém projetos no Rio de Janeiro e em Curitiba

As empresas do futuro estão aqui. Conheça os melhores investimentos em ESG na EXAME Research

O foco da parceria é criar mecanismos para facilitar a adoção da energia solar em projetos públicos e privados. “Estamos muito motivados a cooperar no desenvolvimento de iniciativas para permitir que municípios, empresas e cidadãos usem essa tecnologia renovável”, afirmou Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar. 

Um relatório da CFF aponta que a região menos ensolarada do Brasil possui uma irradiação solar de 4,25 kWh/(m².dia), valor 25% superior ao da região mais ensolarada da Alemanha (3,42 kWh/(m².dia). Este ano, o Brasil entrou para o grupo dos 20 países com maior capacidade instalada de geração fotovoltaica após um forte crescimento da tecnologia puxado principalmente por instalações de menor porte, como sistemas em telhados de residências e edifícios comerciais. Apesar disso, a energia solar corresponde a apenas 1,7% da matriz brasileira. 

Os projetos apoiados pela CFF no Rio e em Curitiba se referem à instalação de painéis solares em aterros sanitários desativados e em terminais de ônibus. Com a parceria, a Absolar espera levar projetos semelhantes para outros municípios.

Energia limpa e competitiva

As fontes de energia renovável se tornaram competitivas. Este ano, por sinal, é considerado um marco pelo setor por sinalizar a virada em termos de preço, ou seja, a geração limpa se tornou igual ou mais barata do que as fontes fósseis. Um relatório publicado pelo governo britânico, no entanto, oferece uma nova dimensão para essa conta. Ao considerar o custo “normalizado” da eletricidade, ao longo da vida útil de uma planta de energia, solar e eólica se mostram bem mais baratas do que se imaginava.

O estudo foi apresentado pelo Departamento de Estratégia Industrial e Negócios (BEIS), que faz projeções periódicas sobre o tema, e atualiza um trabalho publicado em 2016. Há quatro anos, as renováveis já apresentavam uma forte queda de custo, de 24%, em relação a 2013. Dessa vez, a queda é ainda maior: 47%, em comparação a 2016. Isso significa que, em 2025, uma fazenda eólica ou solar poderá gerar energia pela metade do custo de uma térmica a gás. 

Para chegar a essa conclusão, o governo britânico utiliza uma equação para “normalizar” o custo da energia, levando em consideração o valor médio por megawatt ao longo da vida útil de um projeto. Dessa forma, é possível comparar diferentes fontes, como as renováveis com as térmicas a gás e nucleares. O custo estimado para um parque de energia eólica que comece a operar em 2025 é de 46 libras por megawatt. Na previsão anterior, o valor era de 65 libras. Para uma fazenda solar de grande porte, o custo é um pouco mais baixo: 44 libras hoje, ante 67 libras no cálculo anterior. 

O BEIS também apresentou estimativas para usinas térmicas a gás e nucleares. No primeiro caso, o melhor resultado foi 85 libras e, no segundo, 102 libras por megawatt. Esses valores foram atualizados de acordo com a inflação pela Carbon Brief, publicação britânica especializada em energias limpas. 

Você conhece as três letras que podem turbinar seus investimentos? Conheça a cobertura de ESG da EXAME Research 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.