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Como a Suvinil usou regeneração urbana para revitalizar uma comunidade no Recife

Projeto une investimento social, arte e infraestrutura resiliente para fortalecer o território onde a empresa mantém uma de suas principais operações no Nordeste

Mural de arte urbana e espaços públicos revitalizados transformaram a paisagem da comunidade Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife (Divulgação)

Mural de arte urbana e espaços públicos revitalizados transformaram a paisagem da comunidade Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 8 de julho de 2026 às 11h00.

Ter uma fábrica em uma cidade está longe de garantir uma relação próxima com a comunidade do entorno. Cada vez mais, empresas têm buscado transformar essa presença em investimento social de longo prazo, conectando suas operações ao desenvolvimento local e impacto positivo. 

Foi essa lógica que orientou um projeto da Suvinil na comunidade Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife.

Em parceria com o Movimento União BR, a fabricante de tintas investiu na recuperação de espaços públicos, em intervenções de arte urbana, ações de educação e iniciativas de adaptação climática em um território localizado próximo à sua unidade produtiva de Jaboatão dos Guararapes, na região Metropolitana da capital pernambucana.

Mais do que pintar fachadas, a proposta foi construída em conjunto com os moradores. Antes do início das obras, a comunidade participou de oficinas e encontros para definir como seriam as intervenções e quais espaços deveriam ser prioridade.

"Acreditamos que a transformação acontece quando existe troca, permanência e proximidade com as pessoas", afirma Renato Firmiano, diretor sênior de marketing da Suvinil.

O principal eixo do projeto foi a quadra esportiva da comunidade, considerada pelos moradores um dos principais espaços de convivência do bairro.

O local passou por uma reforma estrutural para resolver infiltrações provocadas por uma galeria de águas pluviais que atravessa sua base, um problema que havia interrompido as atividades esportivas nos últimos anos.

Além da recuperação da quadra, as ações incluíram academia ao ar livre, parque infantil e novos espaços de convivência.

Ao redor, cerca de 100 casas passaram a integrar um grande mural assinado pelos artistas pernambucanos Marquinhos ATG e Tati Naara, em uma obra que homenageia elementos culturais do Recife.

Para além da arte urbana

Embora a arte urbana seja o aspecto mais visível da iniciativa, o projeto incorpora outras intervenções sustentáveis. 

Na frente social, a expectativa da empresa é ampliar o uso dos espaços públicos, fortalecer o comércio local e estimular atividades esportivas e culturais na comunidade.

A revitalização permitiu, por exemplo, a retomada da Copinha Vasco da Gama, torneio de futebol realizado há mais de duas décadas e que havia sido suspenso devido às condições da quadra.

Já na área educacional, estudantes da Escola Estadual Gilberto Freyre participaram de oficinas de e escolheram os espaços que receberão murais produzidos por artistas locais dentro de um programa coordenado pelo grafiteiro Ricardo Célio.

Há também uma agenda ambiental. Em parceria com a Defesa Civil do Recife, o Movimento União BR desenvolverá ações de preparação da comunidade para eventos climáticos extremos, incluindo oficinas, elaboração de rotas de fuga e planos de resposta para períodos de chuvas intensas e risco de deslizamentos, realidade frequente em bairros vulneráveis.

Legado positivo

A escolha do Recife também reflete a estratégia territorial da companhia. A ideia foi  concentrar o investimento em uma comunidade do entorno de sua operação da fábrica de Jaboatão dos Guararapes.

Segundo Firmiano, a parceria com o Movimento União BR foi determinante para a execução do projeto, já que a organização atua há anos na região e possui relacionamento com lideranças locais.

Projeto da Suvinil em comunidade de Recife

"Encontramos um parceiro que conhece o território e compartilha da nossa visão de construir legados", destaca o executivo.

Durante as obras, a empresa também instalou a Casa Suvinil, espaço utilizado para oficinas, palestras, workshops e encontros com moradores ao longo da execução das atividades.

Para Marcella Balthar, cofundadora do Movimento União BR, a participação da comunidade foi decisiva para o desenho das ações. 

"Existe escuta, participação e envolvimento da comunidade em todas as etapas, porque acreditamos que soluções duradouras são construídas em parceria com quem vive e conhece a realidade local", conclui.

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