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China pode registrar leve queda nas emissões de CO2, aponta análise

Estudo do CREA estima recuo de 0,3%, mas alerta que queda pode estar dentro da margem de erro

Emissões na China: avanço das renováveis mantém CO₂ estável mesmo com aumento da demanda por energia. (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Emissões na China: avanço das renováveis mantém CO₂ estável mesmo com aumento da demanda por energia. (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 11h17.

As emissões de dióxido de carbono da China ficaram estáveis em 2025 e podem ter registrado leve queda, segundo análise divulgada nesta quinta-feira, 12, pelo Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) e publicada pelo site Carbon Brief.

O recuo estimado é de 0,3% em relação a 2024.

A China é o maior emissor global de gases de efeito estufa e assumiu o compromisso de atingir o pico de emissões até 2030. Especialistas avaliam, no entanto, que o país pode antecipar o início de uma trajetória sustentada de redução.

De acordo com o CREA, a estabilidade nas emissões ocorre em um momento de aumento da demanda por energia — cenário incomum para a economia chinesa. A expansão acelerada das fontes renováveis foi determinante para conter o avanço do CO₂, especialmente no setor de geração elétrica.

As emissões também recuaram na indústria, com destaque para o segmento de materiais de construção, impactado pela desaceleração das obras, e no transporte, impulsionado pelo crescimento da frota de veículos elétricos.

Ainda assim, o estudo ressalta que a queda estimada pode estar dentro da margem de erro. “Como a redução é muito pequena, não é possível afirmar com certeza que tenha ocorrido; por isso classificamos como estável ou em leve queda”, afirmou o analista do CREA, Lauri Myllyvirta.

A análise aponta que a tendência de desaceleração começou em março de 2024. Apesar disso, o avanço é considerado frágil. As emissões da indústria química cresceram no último ano e devem continuar em alta. Embora o setor represente parcela menor do total, o ritmo de crescimento preocupa.

Segundo Myllyvirta, as emissões deixaram de subir no ritmo observado até 2023, mas também não recuam na velocidade necessária para que o país avance rumo à neutralidade de carbono.

O carvão segue como principal fonte da matriz energética chinesa, embora tenha registrado retração no último ano mesmo com aumento da demanda.

A ampliação da capacidade de armazenamento, especialmente por meio de baterias, pode favorecer maior integração das renováveis ao sistema elétrico, que ainda enfrenta limitações de infraestrutura.

*Com informações da AFP 

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