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Camila Ramos, vice-presidência de Investimentos e Hidrogênio Verde (H2V) da Absolar (//Divulgação)
Repórter de ESG
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12h30.
Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 às 12h37.
A executiva Camila Ramos, CEO da CELA (Clean Energy Latin America), acaba de assumir uma posição estratégica na diretoria de energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) para o mandato de 2026.
Seu foco será em impulsionar a descarbonização da indústria, em um contexto de fortes pressões no setor para acelerar a transição energética e reduzir emissões após a COP30 em Belém.
Para a Fiesp, a nomeação reforça que a agenda é uma prioridade estratégica, e não apenas uma obrigação regulatória.
Com uma trajetória consolidada de duas décadas em energias renováveis, Camila chega à posição com a missão de fomentar a implementação de novas tecnologias de mitigação nas atividades produtivas.
A prioridade será na expansão do uso de fontes limpas e biocombustíveis em aplicações industriais pesadas e de difícil abatimento, incluindo os setores de transporte, siderurgia e mineração.
"Energia, competitividade industrial e transição para uma economia de baixo carbono seguem no centro das decisões estratégicas do país", afirma a executiva, que também atuou como conselheira do Conselho Superior de Infraestrutura da FIESP (COINFRA).
À frente da CELA, empresa especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para transição energética, a executiva acumulou resultados significativos na última década.
Sob sua liderança, a empresa viabilizou aproximadamente R$ 50 bilhões em projetos de energia limpa no Brasil, totalizando mais de 10 gigawatts em capacidade instalada e iniciativas de captação de recursos, fusões e aquisições (M&A), project finance e estruturação de contratos de compra de energia (PPAs).
A CEO também ocupa posições estratégicas em outras organizações relevantes do setor. É conselheira e vice-presidente de Investimentos e Hidrogênio Verde da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), membra do Conselho da Brazilian Rare Earths Limited - empresa de mineração de terras raras listada na bolsa australiana - e participa ativamente do Pacto Global da ONU.
A agenda da nova diretora da FIESP é marcada pela urgência climática global e por compromissos ambientais cada vez mais rigorosos. A indústria brasileira, responsável por parcela significativa das emissões nacionais de gases de efeito estufa, enfrenta o desafio de conciliar competitividade econômica com responsabilidade ambiental.
Setores como siderurgia, mineração e transporte pesado, que historicamente dependem de combustíveis fósseis e processos intensivos em carbono, precisam encontrar alternativas viáveis para reduzir sua pegada ambiental.
Rumo à COP31 na Turquia, a transição para energias renováveis e o desenvolvimento de tecnologias limpas são considerados essenciais e conversam com o "roadmap" ou roteiro que a presidência brasileira prometeu para por fim gradual aos fósseis.