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Aço Verde do Brasil aposta em melhorias para os funcionários e tem resultados

Os investimentos passam pela formação de profissionais das áreas de siderurgia e mineração, lazer para a comunidade e até parceria com uma empresa de planos de saúde para a ampliação da estrutura de atendimento local

Silvia Nascimento, CEO da AVB (Maria Tereza Correia/Divulgação)

Silvia Nascimento, CEO da AVB (Maria Tereza Correia/Divulgação)

Paula Pacheco
Paula Pacheco

Jornalista

Publicado em 18 de junho de 2024 às 07h00.

Dirigida por Silvia Nascimento, a Aço Verde do Brasil (AVB) tem na pauta ambiental um de seus pilares no alinhamento dos negócios ao conceito ESG. No entanto, a empresa já colocou em prática uma série de projetos nas comunidades onde atua e tem planos para ampliar as ações.

Única siderúrgica brasileira carbono neutro certificada pela SGS segundo a metodologia do Protocolo GHG e da World Steel Association, a AVB tem seus negócios em Açailândia, no sul do Maranhão, e, por causa da carência de recursos na região, tem atuado fazendo pontes com o poder público e assim investido em melhorias para os funcionários e seus familiares.

Os investimentos passam pela formação de profissionais das áreas de siderurgia e mineração, lazer para a comunidade e até parceria com uma empresa de planos de saúde para a ampliação da estrutura de atendimento local.

“Quando falamos de ESG, tão importante quanto o ‘E’ é o ‘S’”, por isso essa é uma área de interesse crescente para a AVB”, explica Nascimento. Há cerca de dez anos, lembra a executiva, a cidade não contava sequer com um aparelho de ultrassom. As gestantes precisavam enfrentar viagens de 2 a 3 horas para fazer o exame. Ela viu aí uma oportunidade de colaborar para que os funcionários não precisassem viajar para fazer o acompanhamento médico.

Com a oferta da creche, a presidente da AVB acredita que conseguirá dar mais espaço para as mulheres na empresa. Além disso, diz Nascimento, investir em melhorias sociais traz ganhos não só para os colaboradores e seus familiares mas também para o negócio.

Com condições mais favoráveis, há menos absenteísmo, queda no número de acidentes de trabalho e aumento de produtividade. “Procuramos atuar de diferentes formas para conseguir o maior impacto possível. Por exemplo, com a ajuda na coleta de lixo, que reflete em menos pessoas doentes na cidade. É nítido que todos ganham quando a empresa está junto da sua comunidade”, afirma a executiva.

Agora, o projeto mais desafiador da presidente da AVB é colocar em operação um instituto com sede de cerca de 6.000 metros quadrados. Foram investidos 10 milhões de reais para a compra do terreno e outros 25 milhões de reais serão desembolsados para construir e equipar o espaço.

No local, que deve estar com as portas abertas em 2025, vão funcionar uma creche, consultórios médico e odontológico, e uma cozinha industrial para aulas profissionalizantes para mulheres.  A presidente da AVB acredita que, com a oferta de uma creche para os funcionários, será possível atrair mais mulheres para a companhia. Hoje, uma das formas de apoiá-las é por meio de um programa que emprega mulheres em situação de vulnerabilidade, que vivem em abrigos, nas fazendas de reflorestamento da empresa.

“Como ser humano, empresária e mulher, acredito que não existe felicidade se não houver  serviços como atendimento de saúde, educação, transporte público, mas infelizmente não é o que acontece em cidades do interior”, lamenta a presidente da AVB. Com suas iniciativas em território maranhense, a executiva não esconde seu sonho: de que a AVB seja para Açailândia o que a Usiminas foi para Minas Gerais. “Não conheço um mineiro que não conheça a Usiminas e tudo que ela apoiou. Nosso projeto é ter a Aço Verde do Brasil do sul do Maranhão para o mundo”, diz.

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