O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é a peça central do plano, recebendo o maior volume de recursos: R$ 2,6 bilhões (Germano Lüders/Exame)
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Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 19h25.
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou um plano de investimentos de R$4,64 bilhões para a expansão e modernização de 11 aeroportos brasileiros. O projeto, que integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), conta com financiamento do BNDES e será executado pela concessionária Aena Brasil.
Segundo o governo, a iniciativa visa não apenas recuperar a infraestrutura existente, mas ampliar a capacidade operacional de terminais estratégicos em quatro estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais.
Foco em Congonhas e interior
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é a peça central do plano, recebendo o maior volume de recursos: R$ 2,6 bilhões. As intervenções incluem dobrar o tamanho do terminal de passageiros, chegando a 135 mil metros quadrados; a ampliação do pátio de aeronaves e melhoria na eficiência operacional, além do aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19.
Atualmente, o Aeroporto de Congonhas movimenta aproximadamente 29 milhões de passageiros por ano; com as obras, a expectativa é que esse número salte para mais de 40 milhões.
Além da capital paulista, o investimento foca na interiorização da aviação, conectando polos produtivos do interior aos grandes centros. Além de Congonhas, a lista contempla os seguintes aeroportos:
Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.
Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira.
Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.
De acordo com o governo federal, a execução das obras deve gerar cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação. Após a conclusão, estima-se a criação de 700 novos postos de trabalho fixos.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o financiamento utiliza inovações para baratear taxas e assegurar a viabilidade do plano a longo prazo. A estratégia foca em destravar o congestionamento de Congonhas e interiorizar o tráfego aéreo, de forma com que o projeto se pague com a própria receita futura, mitigando riscos fiscais. As entregas estão previstas para junho de 2026 nos terminais regionais e junho de 2028 na capital paulista.