A quinta edição do evento levou centenas dos mais respeitados empresários e líderes do Brasil para falar de assuntos relevantes ao País (Divulgação Esfera Brasil)
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Publicado em 25 de maio de 2026 às 21h09.
Com o anúncio recente, pelo governo federal, para direcionar mais de R$ 11 bilhões em recursos para a segurança pública, o ano de 2026 também trouxe o encaminhamento do debate sobre a PEC da Segurança Pública e a aprovação do PL Antifacção. Durante o segundo dia do 5° Fórum Esfera, realizado neste sábado, 23, o combate à violência urbana foi uma das pautas dos painéis.
Segundo o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, o órgão recebe cerca de 7,5 milhões de comunicações por ano sobre movimentações suspeitas. Todas as grandes operações policiais realizadas neste ano tiveram informações do Coaf.
Esses dados são avaliados e compartilhados com as polícias para incentivar a criação de megaoperações de combate direto na fonte dessas quadrilhas.
"O Brasil vive fazendo segurança pública de operação em operação, mas não pensamos no dia seguinte. Não há propostas para garantir que novas lideranças no crime sejam desenvolvidas, para que armamentos pesados não cheguem nos morros. Precisamos parar de pensar na Polícia como algo ostensivo. Precisamos falar sobre investigações e policiamento mais bem preparado", pediu a Diretora Executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.
Ricardo Saadi e Carolina Ricardo estavam no palco durante o painel “Segurança e Soberania: O Enfrentamento às Facções e o Futuro do Pacto Federativo”, que foi mediado pelo presidente da Central Única das Favelas do Rio de Janeiro, Preto Zezé.
Também presente, o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), afirmou que quem mais sofre com a violência no Brasil são as camadas sociais mais baixas e que o Estado precisa entrar, cada vez mais, nas comunidades para tirar o cidadão comum da mão do crime organizado que, segundo ele, toma conta de serviços básicos como o gás de cozinha e a internet.
"Pessoas da minha geração olham para o crime organizado como tráfico de drogas. Mas se pensarmos, ele está em muito mais áreas. O tráfico representa apenas 15% do faturamento dessas facções. Essa não é mais a atividade principal desses grupos”, afirmou o advogado tributarista Luiz Gustavo Bichara.
Além do combate ao crime, o Fórum Esfera falou de desenvolvimento de infraestruturas, transformação digital, economia, inovação, produtividade e o dilema fiscal com autoridades nos assuntos.