Economia

Zimmermann descarta reajuste de 27% da energia em 2015

O cálculo foi apresentado nesta sexta-feira, 07, pelo presidente da consultoria PSR, Mario Veiga


	Márcio Zimmermann: "não tem sentido. Tarifa é coisa complexa na qual entram outros fatores, depende do ano", disse
 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Márcio Zimmermann: "não tem sentido. Tarifa é coisa complexa na qual entram outros fatores, depende do ano", disse (Antonio Cruz/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 7 de novembro de 2014 às 13h23.

Rio - O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, afirmou que "não tem sentido" a projeção de alta de 27% da tarifa de energia em 2015, para R$ 447 por megawatt-hora (MWh), considerando a média de todas as distribuidoras.

O cálculo foi apresentado nesta sexta-feira, 07, pelo presidente da consultoria PSR, Mario Veiga, em um debate do setor elétrico, na PUC-Rio.

De acordo com Zimmermann, é preciso levar em conta que o cálculo das tarifas é complexo e inclui uma série de fatores.

Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode praticar reajuste, que leva em conta apenas a inflação, ou revisão de tarifas, o que engloba outros dados. No ano passado houve redução de algumas tarifas, lembrou.

"Não tem sentido. Tarifa é coisa complexa na qual entram outros fatores, depende do ano. Ano passado houve muitas revisões, então as tarifas de algumas empresas até caíram", disse ao ser questionado sobre o cálculo da PSR.

Zimmermann, entretanto, não deu uma estimativa para o aumento das tarifas para o próximo ano. "Não sei como a Aneel está trabalhando isso".

Zimmermann reafirmou que não acredita em risco de racionamento no País. "Como o sistema está equilibrado tivemos um estresse hídrico muito grande esse ano e ele aguentou, como sempre afirmamos que iria aguentar. É diferente de 2001, quando não estava equilibrado, e uma seca não tão ruim como essa levou o sistema a racionamento", disse Zimmermann.

O secretário-executivo do MME não quis comentar o reajuste de 3% da gasolina e 5% do diesel aprovado ontem pela Petrobras, da qual é conselheiro de administração. "Sobre assuntos da Petrobras, como conselheiro, eu não falo".

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