• AALR3 R$ 20,07 0.00
  • AAPL34 R$ 70,22 2.63
  • ABCB4 R$ 16,68 0.12
  • ABEV3 R$ 14,22 0.07
  • AERI3 R$ 3,70 -2.12
  • AESB3 R$ 10,89 -0.27
  • AGRO3 R$ 31,71 0.86
  • ALPA4 R$ 22,74 2.57
  • ALSO3 R$ 19,37 2.76
  • ALUP11 R$ 26,53 0.11
  • AMAR3 R$ 2,52 -2.70
  • AMBP3 R$ 31,88 -1.45
  • AMER3 R$ 21,36 -0.65
  • AMZO34 R$ 3,44 1.78
  • ANIM3 R$ 5,47 -1.44
  • ARZZ3 R$ 82,87 1.97
  • ASAI3 R$ 15,89 -1.24
  • AZUL4 R$ 20,94 -0.05
  • B3SA3 R$ 12,81 3.22
  • BBAS3 R$ 36,96 -1.33
  • AALR3 R$ 20,07 0.00
  • AAPL34 R$ 70,22 2.63
  • ABCB4 R$ 16,68 0.12
  • ABEV3 R$ 14,22 0.07
  • AERI3 R$ 3,70 -2.12
  • AESB3 R$ 10,89 -0.27
  • AGRO3 R$ 31,71 0.86
  • ALPA4 R$ 22,74 2.57
  • ALSO3 R$ 19,37 2.76
  • ALUP11 R$ 26,53 0.11
  • AMAR3 R$ 2,52 -2.70
  • AMBP3 R$ 31,88 -1.45
  • AMER3 R$ 21,36 -0.65
  • AMZO34 R$ 3,44 1.78
  • ANIM3 R$ 5,47 -1.44
  • ARZZ3 R$ 82,87 1.97
  • ASAI3 R$ 15,89 -1.24
  • AZUL4 R$ 20,94 -0.05
  • B3SA3 R$ 12,81 3.22
  • BBAS3 R$ 36,96 -1.33
Abra sua conta no BTG

Vírus aprofunda divisão entre norte rico e sul pobre da UE

O diferente destino das duas metades da união monetária reacende o antigo debate sobre se a Itália pode manter a moeda
Itália: o euro deveria elevar os padrões de vida em geral. Mas o sul teme ser deixado para trás. (Reuters/Manuel Silvestri)
Itália: o euro deveria elevar os padrões de vida em geral. Mas o sul teme ser deixado para trás. (Reuters/Manuel Silvestri)
Por Alberto Brambilla, Stefan Nicola, Alessandro Speciale e Catherine Bosley, Bloomberg NewsPublicado em 18/05/2020 06:01 | Última atualização em 18/05/2020 15:12Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O coronavírus ameaça transformar a linha que divide a Europa entre o norte mais rico e o sul mais pobre em um abismo econômico, colocando em risco a moeda da região.

Em Roma, algumas igrejas são agora postos de alimentos, caixas para doações surgem nas praças da cidade e o hotel do século XV onde o filósofo Jean-Paul Sartre se hospedou uma vez está doando colchões que ficam empilhados na entrada. Paolo Stella, um barbeiro de 57 anos, diz que prefere queimar seu salão a reabri-lo nas condições atuais. A hesitação do governo italiano sobre um pacote de estímulo de 55 bilhões de euros (US$ 60 bilhões) agrava os problemas.

A oitocentos quilômetros ao norte, perto da cidade alemã de Stuttgart, o empresário Ernst Prost, de 63 anos, recusou a ajuda do governo, apesar da queda de 25% das vendas de seus óleos de motor de alta qualidade. Em vez de fazer demissões, recorreu às reservas de caixa para pagar um bônus de 1,5 mil euros a quase mil funcionários com a convicção de que isso ajudará a empresa a sair mais forte da crise.

Devastação no Sul: economias dependentes do turismo na Europa preparadas para queda este ano

Devastação no Sul: economias dependentes do turismo na Europa preparadas para queda este ano (Dvulgação/Bloomberg)

O diferente destino das duas metades da união monetária reacende o antigo debate sobre se a Itália pode manter a moeda. O euro deveria elevar os padrões de vida em geral. Mas o sul teme ser deixado para trás.

“É realmente um momento perigoso”, disse Jana Puglierin, responsável pelo escritório de Berlim do Conselho Europeu de Relações Exteriores.

Itália, Espanha e até a França, em certo ponto, ainda se recuperavam da crise da dívida soberana quando o coronavírus chegou, com as contas públicas pressionadas por vários resgates bancários e repetidas recessões, além de sistemas de saúde fragilizados por anos de austeridade. O norte dominado pela Alemanha teve mais sucesso em conter infecções e maior poder de fogo fiscal para combater a crise econômica.

O PIB alemão será menos de 1% menor até o fim do próximo ano, de acordo com previsões da Comissão Europeia de 6 de maio. A economia da Itália terá encolhido 3,6%, empurrando a dívida para 154% do PIB - muito além do nível que a Grécia estava quando desencadeou a última crise financeira da zona do euro.

“A dinâmica da dívida e a dinâmica das finanças públicas já eram ruins”, disse Nick Kounis, chefe de pesquisa de mercado macroeconômica e financeira do ABN Amro. “Agora parecem terríveis.”

(Com a colaboração de Zoe Schneeweiss, Jeannette Neumann, Craig Stirling e Alan Crawford).