Economia

Vendas de imóveis residenciais crescem 23,3% em setembro

As vendas de imóveis residenciais novos em setembro de 2016 chegaram a 1.717 unidades, crescimento de 59,3% em relação a agosto

Imóveis em São Paulo: No acumulado deste ano, porém, as vendas totalizaram 10.817 unidades (Germano Luders/Exame)

Imóveis em São Paulo: No acumulado deste ano, porém, as vendas totalizaram 10.817 unidades (Germano Luders/Exame)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de novembro de 2016 às 10h45.

São Paulo - O mercado imobiliário na capital paulista teve melhora no mês de setembro, com crescimento das vendas e dos lançamentos, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 10, pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

As vendas de imóveis residenciais novos em setembro de 2016 chegaram a 1.717 unidades, crescimento de 59,3% em relação a agosto e expansão de 23,3% ante setembro de 2015.

No acumulado deste ano, porém, as vendas totalizaram 10.817 unidades, volume 21% inferior ao total vendido no mesmo período do ano passado.

Os lançamentos de imóveis residenciais em setembro atingiram 2.165 unidades, volume 83,9% superior a agosto e 66,9% maior do que em igual mês de 2015.

De janeiro a setembro, os lançamentos totalizaram 10.172 unidades, queda de 27,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Com isso, a velocidade das vendas (relação entre a quantidade de unidades comercializadas e o total de unidades recém-lançadas e no estoque) foi de 6,6% em setembro, mostrando aceleração frente aos 4,2% de agosto. O desempenho também foi melhor do que em setembro de 2015, quando foi de 5,0%.

O estoque de unidades residenciais (na planta, em obras e recém entregues) encerrou o mês de setembro em 24.426 unidades, redução de 6,8% frente a setembro de 2015.

Os resultados de lançamentos e vendas em setembro foram os segundos maiores no ano, de acordo com pesquisa do Secovi-SP, e correspondem às expectativas de mudança na conjuntura econômica do País. No entanto, o sindicato ainda não confirma que há uma recuperação, de fato.

"Apesar dos resultados positivos, não classificamos a melhora como reação, pois os resultados do acumulado do ano ainda estão abaixo dos índices registrados em 2015, tanto nos lançamentos como nas vendas. Acreditamos que o mercado vai reagir de forma mais gradual, ao longo dos próximos meses", avalia o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota distribuída à imprensa.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, o aumento nas vendas e nos lançamentos registrado em setembro significa um novo ânimo. Por outro lado, reivindica continuidade da redução da taxa de juros, para que o setor imobiliário retome suas atividades aos patamares normais.

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