Economia

Nações emergentes crescem mais que as avançadas, diz Tombini

Este processo, segundo o presidente do Banco Central (BC), "deve ser visto com naturalidade"


	Alexandre Tombini: "maior parte dos países apresenta fundamentos econômicos e financeiros sólidos e melhores condições de assegurar a estabilidade", destacou
 (Denis Balibouse/Reuters)

Alexandre Tombini: "maior parte dos países apresenta fundamentos econômicos e financeiros sólidos e melhores condições de assegurar a estabilidade", destacou (Denis Balibouse/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 16 de maio de 2014 às 18h41.

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Rio - As economias emergentes seguem tendo crescimento mais elevado do que as avançadas, mas muitos países que estão no primeiro grupo vêm apresentando desaceleração.

Mas este processo, segundo o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, "deve ser visto com naturalidade".

"A China consolida um ritmo de crescimento no patamar de 7% a 7,5% ao ano. É um crescimento inferior à média observada nos últimos 14 ou 15 anos, mas que representa, hoje, contribuição maior para a economia mundial", afirmou em seu discurso de encerramento no XVI Seminário de Metas para a Inflação, no Rio.

Em relação aos países da América Latina, Tombini afirmou que a maioria continua com boas perspectivas de crescimento, apesar da desaceleração nos últimos anos.

"Alguns países da região têm sido afetados pela redução do ritmo de crescimento e redirecionamento da demanda na China e suas implicações sobre o preço das commodities", disse o presidente do BC.

Apesar disso, ele ressaltou que os termos de troca continuam historicamente elevados.

Diferentemente do histórico da América Latina, vulnerável à volatilidade do mercado internacional, hoje os países têm fundamentos econômicos mais sólidos, disse Tombini.

"A maior parte dos países apresenta fundamentos econômicos e financeiros sólidos e melhores condições de assegurar a estabilidade", destacou.

Ainda segundo o presidente da autoridade monetária, os sinais são de que os efeitos da crise de 2008 sobre as economias estão ficando aos poucos para trás.

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